Estrangeiro que não investir no Brasil cometerá “erro”, diz Guedes

O ministro Paulo Guedes (Economia) disse nesta 3ª feira (20.out.2020) que será 1 erro o investidor estrangeiro não aplicar recursos no Brasil. Ele afirmou que os operadores internacionais se beneficiarão com as futuras reformas, que, segundo ele, serão retomadas em 2021.

As declarações foram feitas no webinar “Beyond the Headlines: the New U.S.-Brazil Opportunity”, promovido pelo Milken Institute. Nesta 2ª feira (29.out.2020), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participou do evento virtual.

Os integrantes da equipe econômica querem atrair investimentos ao tentar dar credibilidade ao plano econômico do Brasil em meio à pandemia de covid-19. O país teve saída de recursos estrangeiros no ano por conta da crise, mas também por fatores internos.

As queimadas nas florestas brasileiras afastaram operadores globais do Brasil, assim como a queda da taxa básica de juros, a Selic, que limita a remuneração dos investimentos.

Até 6ª feira (16.out.2020), último dado disponível, a saída do Brasil de dinheiro estrangeiro somava R$ 86,77 bilhões na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo).

No webinar, Guedes disse que o Brasil vai acelerar a agenda de privatizações. Falou que pretende fazer 1 “road show”, expondo as vantagens de se aplicar recursos no Brasil. “No 1º ano e meio de governo, fizemos nosso dever de casa e agora vamos fazer 1 road show de investimentos”, disse.

De acordo com ele, as reformas voltaram a avançar no Congresso. Ele disse que a independência do Banco Central está perto de ser concretizada. “Faltam semanas para a votação”, declarou. Segundo o ministro, a autonomia da autoridade monetária é 1 “sonho” que ele nutre “há 40 anos”.

Sobre o fragilizado quadro das contas públicas, com dívida em expansão e deficit fiscal desde 2014, Guedes assegurou que o Brasil não vai abandonar o teto dos gastos.

Também disse que o país fará uma reforma tributária que diminua os encargos sobre as empresas. “Não vamos elevar tributos”, afirmou. Ele fez 1 comparativo com os Estados Unidos, que têm taxação menor, mas cobra impostos sobre dividendos. “Não é fácil, mas achamos que estamos indo na direção certa”.

Ele disse que, durante 40 anos, a economia brasileira dependia de recursos públicos para crescer. Com a fragilidade das contas públicas, e a mudança do viés econômico, ele disse que em apenas 1 mês o volume de IPOs (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) no Brasil superaram o orçamento do governo para investimentos.

IPO DE BANCO DIGITAL

O ministro da Economia citou que o governo pretende viabilizar o IPO de banco digital criado para fazer o pagamento do auxílio emergencial. Ele não deixou claro se será a Caixa Econômica Federal ou a unidade do banco que é responsável pelo pagamento do benefício.

“Nós digitalizamos 64 milhões de pessoas. O quanto vale 1 banco com 64 milhões de pessoas? Pessoas de baixa renda, mas pessoas que foram bancarizadas pela primeiríssima vez, então elas vão ser leais pelo resto de suas vidas”, disse. “Estamos planejando 1 IPO desse banco digital que nós produzimos em menos de 6 meses“.

DÓLAR

Perguntado sobre a volatilidade da moeda brasileira em relação ao dólar, o ministro Paulo Guedes disse que o governo trabalha com o Banco Central para criar mecanismos que protejam investidores estrangeiros das variações cambiais.

“Se o setor privado fora quer pagar dinheiro extra para ter uma garantia… nós podemos dar a eles por 1 certo preço. Se eles quiserem isso, nós vamos criar”, disse.

O ministro voltou a afirmar que considera natural o patamar mais elevado de dólar enquanto a taxa básica, a Selic, está em nível baixo.

MEIO AMBIENTE

O ministro também disse que o Brasil é mal interpretado quanto ao compromisso com o meio ambiente e com os indígenas.

“Nossa bandeira é verde e amarela, então somos um país verde. Temos uma matriz energética limpa e estamos reavaliando projetos de investimentos”, disse. “Queremos transformar a Amazônia em um paraíso de biodiversidade Queremos transformar Manaus na capital mundial da bioeconomia e da economia sustentável. Vamos desenhar políticas econômicas que preservem a região amazônica”, completou.

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