Equipes de resgate detectam sinal de vida sob escombros de Beirute um mês após explosão


Beirute
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Reuters

Um mês após a explosão catastrófica que devastou a cidade de Beirute, no Líbano, equipes de resgate detectaram um sinal de vida sob os escombros de um prédio em uma área residencial da cidade, nesta quinta-feira (3).

Segundo a agência estatal de notícias NNA, os primeiros sinais foram percebidos por um cão farejador de uma equipe de resgate chilena que detectou movimentos sob o prédio de apartamentos destruído. No térreo do edifício, havia um bar.


Equipes fazem buscas após cão farejador detectar sinal de vida sob escombros em Beirute
Joseph Eid/AFP

“Esses [sinais de respiração e batimentos cardíacos), somados ao sensor de temperatura, significam que há uma possibilidade de vida”, afirmou o socorrista Eddy Bitar a repórteres presentes na cena.

Após horas de trabalho retirando os escombros, a operação foi interrompida à noite por motivos de segurança. Foi pedido maquinário pesado para auxiliar as buscas, mas, segundo a agência Reuters, o equipamento não poderá ser levado até a manhã (no horário local).

“Há muito risco para a equipe” afirmou o socorrista Michel el-Mur. “Temos dez deles lá em cima, mas não podemos arriscar nenhum deles.”

As notícias circularam a cidade, e uma multidão esperançosa se juntou ao redor da área de resgate. Houve indignação geral quando os presentes perceberam que as buscas haviam sido interrompidas.

“Vergonha, vergonha”, gritava uma mulher aos militares que faziam a segurança do local. “Tem uma alma lá.”

A explosão no porto de Beirute deixou ao menos 190 mortos, mais de 6.000 feridos e cerca de 300 mil pessoas desabrigadas.

Segundo testemunhas, o estampido da explosão foi ouvido até na cidade costeira de Larnaca, no Chipre, a cerca de 200 km da costa libanesa.

O desastre foi causado por um incêndio em um enorme depósito que armazenava cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, um composto químico usado para a produção de fertilizantes e de explosivos.

O material estava no porto havia cerca de seis anos, trazido por um navio que fez uma parada em Beirute e acabou retido devido às más condições de manutenção. A embarcação foi então abandonada pelos donos e pela tripulação, e o governo recolheu a carga para um depósito.


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