Envio de investigação dos respiradores ao STJ pode colocar SC na mira da Polícia Federal

Governador Carlos Moisés
Governador Carlos Moisés

O envio do inquérito sobre a compra de 200 respiradores por R$ 33 milhões em SC para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, devido à inclusão do governador Carlos Moisés (PSL) na lista de investigados, aumenta as chances de que SC seja o novo alvo de operações nacionais que envolvem as compras com suspeitas de fraude na pandemia.

Há 10 dias, a coluna Radar, da revista Veja, adiantou que o Moisés e o governador do Amazonas, Wilson Lima, poderiam ser os próximos alvos de operações da Procuradoria Geral da República (PGR) que miram as compras de equipamentos e contratação de serviços emergenciais. Essas operações já bateram na porta do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e o do Pará, Helder Barbalho.

Naquele momento, as investigações sobre a compra de respiradores em SC eram mantidas no âmbito estadual porque não havia indícios da participação de Moisés na aquisição dos equipamentos. Com o envio ao STJ, tudo pode mudar. O governador de SC foi citado em diálogos captados pelo inquérito.

Não significa, necessariamente, que haverá implicações para Moisés. O envio a instâncias superiores é praxe nesses casos – quando o nome do governador aparece, o inquérito deixa de tramitar no Estado. É uma maneira de distanciar a apuração de eventuais interferências. 

Mas o fato é que, agora em Brasília, as investigações podem dar combustível para as operações.

Em maio, a primeira delas, contra Witzel, chegou a ser “anunciada” previamente na Rádio Gaúcha pela deputada bolsonarista Carla Zambelli. O próprio presidente Jair Bolsonaro afirmou, mais tarde, que haveria mais ações desse tipo no país.

Esse suposto vazamento de informações prévias sobre as operações levantou a hipótese de que governadores que se posicionaram contra o presidente, em estados onde houve compras suspeitas, seriam os alvos preferenciais. Moisés, que se elegeu na “onda Bolsonaro”, agora está entre eles. 

Com Agências

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