Endereço do deputado Lebrão, filmado guardando dinheiro no saco de lixo, foi alvo de busca e apreensão em RO


Desembargador determinou mandado de busca após Lebrão aparecer recebendo dinheiro. Imagens de Lebrão foram reveladas no Jornal Nacional. Deputado Lebrão aparece em vídeo recebendo dinheiro que seria de propina
PF/Divulgação
Um endereço do deputado José Eurípedes Clemente, o Lebrão, foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a Operação Reciclagem, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para desarticular um esquema de propina. A informação foi divulgada e confirmada pelo G1 nesta terça-feira (29).
Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), o desembargador Roosevelt Queiroz Costa determinou no dia 14 de setembro que a PF fosse a um endereço de imóvel relacionado ao deputado. O mandado foi cumprido na última sexta-feira (25).
O deputado está sendo investigado na operação, pois também foi filmado recebendo dinheiro de propina, como revelou o Jornal Nacional (assista aqui).
Conforme apurado pelo G1, o gabinete do deputado não foi alvo do mandado de busca e apreensão, pois a justiça entendeu que esquema revelado na operação não tem ligação com a atividade parlamentar de Lebrão.
‘As imagens são revoltantes’, disse desembargador em decisão judicial
Na há informação sobre o que foi apreendido no endereço do deputado estadual, pois o processo segue em segredo de Justiça.
Procurada, a defesa de Lebrão ficou de enviar uma nota, mas o G1 não recebeu o texto até a última atualização desta reportagem.
Prisão de prefeitos
Na operação da última sexta-feira, a PF prendeu a prefeita Gislaine Clemente (a Lebrinha de São Francisco do Guaporé e filha do deputado Lebrão). Além do pai, Lebrinha também foi filmada recebendo dinheiro de propina (assista aqui).
Além da Lebrinha, foram presas a prefeita Glaucione Rodrigues Neri (de Cacoal), os prefeitos Luiz Ademir Schock (de Rolim de Moura) e Marcito Pinto (de Ji-Paraná), e o ex-deputado Daniel Neri (marido de Glaucione).
Dinheiro apreendido durante Operação Reciclagem em RO
PF/Divulgação
Conforme investigação conduzida pela Polícia Federal (PF), os prefeitos exigiam o recebimento de valores para um empresário que tem contratos com os municípios. Os pagamentos das propinas foram realizados sempre do mesmo modo, em encontros agendados em hotéis, na sede da empresa, nas sedes das prefeituras, entre outros locais.
Alguns desses pagamentos foram filmados, inclusive o do deputado Lebrão. Essas gravações foram então apresentadas à Justiça de Rondônia.
“As imagens são revoltantes e certamente causam e causarão abalo na sociedade ordeira e que trabalha duramente para pagar tributos e manter seu sustento. É traumático saber que chefes de Poder desçam tão baixo em período tão crítico da vida nacional e, diante de tão grave repercussão, a ordem pública é sim turbada e deve ser restabelecida – sem dizer que há nítida pretensão para que não cessem os pagamentos e novas exigências”, destacou o relator, desembargador Roosevelt Queiroz Costa, no mandado de prisão preventiva expedido contra os prefeitos.
Na decisão, o desembargador ainda ordenou mandados de busca, apreensão e indisponibilidade dos bens dos acusados.
Foram ‘sequestrados’ os seguintes valores dos prefeitos:
R$ 555 mil do Luiz Schock (PSBD)
R$ 360 mil da Glaucione Rodrigues (MDB)
R$ 360 mil da Gislaine – Lebrinha (MDB)
R$ 150 mil do Marcito Pinto – (PDT)
Presos no quartel
Os quatro prefeitos e ex-deputado estão presos desde a sexta-feira (25) no quartel da PM em Ji-Paraná.
As prefeitas Gislaine Clemente (de São Francisco do Guaporé) e Glaucione Rodrigues Neri (de Cacoal) estão dividindo a mesma cela no quartel da Polícia Militar de Ji-Paraná (RO).
Já os prefeitos Luiz Ademir Schock (de Rolim de Moura) e Marcito Pinto (de Ji-Paraná) dividem outra cela no mesmo prédio. Junto deles está o ex-deputado Daniel Neri (marido de Glaucione).
Delegado da Polícia Federal falou sobre as investigações da Operação Reciclagem
Operação Reciclagem
Segundo o delegado Flori Cordeiro de Miranda Júnior, da PF, a investigação da operação Reciclagem começou em dezembro de 2019, após um empresário que prestava serviços às prefeituras delatar sobre um esquema de propina.
Delegado fala sobre investigação da operação ‘Reciclagem’
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