Empresário vende camisetas com estampas inspiradas em histórias de animais abandonados para arrecadar fundos para abrigo de Paranavaí


Dono de uma loja no noroeste do Paraná está vendendo as peças para ajudar a Sociedade Protetora de Animais de Paranavaí. Empresário vai reverter R$ 20 de cada camiseta vendida em obras de infraestrutura, ração e materiais de limpeza. Estampas foram criadas para projeto

Para ajudar e também homenagear cães e gatos cuidados pela Sociedade Protetora de Animais de Paranavaí (SPAP), no noroeste do Paraná, o empresário Ricardo Guilherme Prediger Sordi decidiu criar camisetas personalizadas. A cada camiseta vendida, R$ 20 serão revertidos e doados para a entidade em obras de infraestrutura, alimentos e produtos de limpeza.
“Tenho uma loja de roupas e, mesmo em meio a dificuldades que estamos enfrentando por causa da pandemia, decidi lançar esse projeto e ajudar a Sociedade Protetora de Animais. Todos podemos colaborar ”, explicou.
Histórias em estampas
Sangue Bom, Xulinha e Pulguinha foram alguns dos animais retratados nas camisetas
Libertino/Divulgação
Com estampas criadas especificamente para o projeto, as camisetas contam, por exemplo, a história do cachorro Sangue Bom que foi resgatado bem doente pela SPAP. Ele sobreviveu após muitos cuidados veterinários e uma transfusão de sangue.
Sangue Bom ganhou esse nome porque, depois de se recuperar, passou a doar sangue para outros cachorros.
Os desenhos também contam a história de Xulinha e Pulguinha, duas cadelinhas resgatadas bem debilitadas. Xulinha foi atropelada e precisava de cuidados diários, usava uma fralda para não se machucar quando andava pelo piso.
Depois de ser amparada pela Sociedade Protetora, ela ‘adotou’ Pulguinha como filha. As duas andavam sempre juntas e morreram com poucas de semanas de diferença.
As camisetas também contam a história do gato Carona. Ele espera um visitante deixar a porta do carro aberta para poder entrar e dar uma passeada.
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R$ 20 de cada camiseta vendida será doado para Sociedade Protetora de Animais de Paranavaí
Libertino/Divulgação
Abrigo
A Sociedade Protetora de Animais de Paranavaí atende, em média, 250 animais vítimas de maus-tratos ou que foram abandonados. Mas, a entidade já chegou a atender 400 bichos, entre cachorros e gatos.
A voluntária Egleia Eredia Soumailli diz que a atitude de Ricardo Sordi vai ajudar a manter o abrigo que faz um trabalho importante para toda a cidade.
A SPAP recebe recursos doados pela prefeitura e também de um convênio com a Concessionária Viapar. Com os repasses, o abrigo paga os salários de cinco funcionários, compra parte da ração necessária, medicamentos, paga consultas particulares de veterinários e compra produtos de limpeza.
“Mesmo com os recursos, o abrigo vive de doações da comunidade, de campanhas de arrecadação de rações, de doações como essa”, contou a voluntária.
O empresário e engenheiro civil Ricardo Sordi criou camisetas para ajudar Sociedade Protetora de Animais de Paranavaí
Ricardo Sordi/Arquivo pessoal
Sensibilidade
A história de Ricardo com a Sociedade Protetora de Animais começou bem antes do projeto das camisetas.
Em uma visita a SPAP, o também engenheiro civil se sensibilizou e adotou um cachorrinho que tinha sinomose. Três semanas depois, mesmo com cuidados, o animal morreu. Depois disso, Ricardo tem doado projetos de espaços necessários para a sociedade.
“A partir da adoção desse cachorrinho comecei a ajudar. Como tenho um escritório de engenharia doei os projetos para reformar o espaço. Agora, com esse projeto a ideia a repassar o dinheiro em pacotes de ração, materiais de limpeza e dinheiro para fazer obras, como um canil novo”, explicou.

Com Agências

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