Em tempos digitais, Flakkë recebe suporte direto de Papilionem, na edição digital do Tomorrowland

Em tempos digitais, Flakkë recebe suporte direto de Papilionem, na edição digital do Tomorrowland

Flakkë conta sobre produção, suportes e feedback do público em tempos de quarentena.

Em tempos de quarentena, como vem sendo a vida de um produtor musical? Se antes os termômetros eram as pistas, como ele pode receber o feedback do público, os suportes? Flakkë tem vivenciado todas essas mudanças de perto, principalmente, com o lançamento do seu remix para “Seatbelt”, do Cat Dealers, lançado pela Sony Music.

“Estava sem criatividade para produzir algo para mim e pensei, vou baixar os stems da música e vou brincar”, conta Flakkë. Pedro e Lugui, do Cat Dealers, após o lançamento da “Seatbelt”, liberaram os stems da faixa para os produtores baixarem, mas, sem intenção de produzir um remix contest ou algo semelhante.

Flakkë já havia ouvido a versão original e logo foi atraído pela letra e a sua relação com carros e alta velocidade. E como sabemos, o bom humor do produtor não se resume apenas ao seu conteúdo nas mídias sociais, mas, em suas produções musicais com altas doses criativas e de muita personalidade. “Baixei, coloquei uns barulhos de carro, coloquei o vocal e comecei a tentar fazer batidas mesclando com o barulho do carro junto. Fiz tudo isso em uma ou duas horas e mandei para o Lugui”, revela.

O DJ e produtor paulista já trabalhou em duas colaborações com o Cat Dealers, “Apache” e, mais recentemente, “Sweet Munchies”. Lugui ouviu, pirou na versão e logo o animou a terminar e lançar.

No novo “normal”, as lives se tornaram palco para os DJs e produtores e os chats, as pistas, nas quais a galera interage e demonstra o que acha dos sets e músicas. “Assim que ficou pronto o remix eles começaram a tocar nas lives e eu acompanhei todas. Vejo os comentários da galera e todo mundo perguntando de quem era a track. Foi dahora! ”, afirma Flakkë.

Deu bom! O remix saiu em um EP com outras quatro versões e, adivinha qual foi a escolhida para o set do Cat Dealers no Tomorrowland Around The World, edição digital de um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo? “Foi bizarro ver eles tocando. É um negócio que fica na cabeça de todo mundo quando a pessoa começa a tocar e produzir, a investir nessa carreira”, explica.

Além de palco para os principais artistas do mundo, o Tomorrowland é uma das principais vitrines musicais que existem. “Foi um negócio que eu sempre achei que ia demorar muito a acontecer, ter uma música minha sendo tocada lá”, finaliza.

Em um evento transmitido para mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo, ter a sua faixa sendo tocada nessas proporções, com certeza, é sinônimo de que sim, deu bom, e deu melhor do que o próprio Flakkë poderia imaginar!

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