‘É chocante’, diz voluntário que saiu de favela de BH para resgatar animais no Pantanal


Rodrigo Dias e Cezar Augusto de Souza e Silva fazem parte de um grupo de salvamento criado após a tragédia de Mariana, há quase cinco anos. Rodrigo, César e outros voluntários do Grad distribuem água pelo Pantanal
Grad/Arquivo pessoal
Nascido e criado na comunidade do Alto Vera Cruz, na Região Leste de Belo Horizonte, Rodrigo dos Santos Dias é um entre as centenas de voluntários que estão no Pantanal, na tentativa de resgatar animais em meio às queimadas que atingem a região há meses.
“É chocante. É muito animal queimado. É sapo, jacaré. Tudo destruído”, disse ele, que está em Poconé, no Mato Grosso.
As imagens da luta dos animais pela vida no Pantanal em chamas
Fundador do 135° Grupo Escoteiro do Taquaril, que atende crianças de três bairros da periferia de Belo Horizonte, ele e o amigo Cezar Augusto de Souza e Silva, também morador do Alto Vera Cruz, fazem parte do Grupo de Resgate de Animais em Desastres (Grad).
Onça é resgatada por grupo de voluntários de BH
Grad/Divulgação
O Grad foi criado por voluntários que participaram do resgate de animais após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, há quase cinco anos. A tragédia matou 19 pessoas.
O grupo também atuou em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em 2019, quando a barragem do Córrego do Feijão, da Vale, entrou em colapso. Esta foi a maior tragédia humana da história do país, matando 270 pessoas. Onze seguem desaparecidas.
Este ano, os voluntários trabalharam durante as enchentes que atingiram Belo Horizonte em janeiro e queimadas de Goiás. No Pantanal, Rodrigo e César são responsáveis por levar água até os animais sedentos que tentam escapar do fogo.
Veado campeiro resgatado pelo Grad no Pantanal
Grad/Arquivo pessoal
“O que está passando na televisão não é nem 1% do que está acontecendo aqui”, contou Rodrigo.
O Grad foi mobilizado para ir até a região depois que o Conselho Estadual de Medicina Veterinária do Mato Grosso pediu apoio ao Conselho Federal do setor. A entidade mineira foi acionada e procurou os voluntários que estão no local desde o início do mês.
Terra queimada do Pantanal
Rodrigo dos Santos Dias/Arquivo pessoal
O grupo já conseguiu resgatar vários animais entre lagartos, veados campeiros, quatis e onças.
“A gente espera que a situação melhore daqui para frente, mas ainda está muito bagunçado”, contou.
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