‘É Básico’: limpeza urbana é responsabilidade do município e também dos moradores


Manter a cidade com boa higiene dá qualidade de vida às pessoas da cidade. Série exibida no Bom Dia Amazônia aborda temas básicos que são desafios para futuros prefeitos. Série ‘É Básico’: limpeza urbana é responsabilidade do município e também dos moradores
Limpeza urbana é um serviço essencial e faz parte do conjunto de ações do chamado saneamento básico. Manter uma cidade limpa, com condições de conservação e higiene tem impactos positivos para a qualidade de vida das pessoas.
Esse também parece ser um desafio para os gestores municipais. Cabe à prefeitura a limpeza da cidade, mas os moradores também têm seu papel.
Nesta sexta-feira (18), o Bom Dia Amazônia terminou de exibir uma série especial de reportagens abordando grandes temas de campanha, que são básicos em qualquer cidade, e um desafio para todos os prefeitos. O tema da vez é limpeza urbana (veja no fim desta reportagem o que já foi exibido).
É dever do município:
coletar, transportar e dar destinação ao lixo doméstico;
limpar e recolher o lixo de logradouros e vias públicas.
É dever da população:
acondicionar corretamente o lixo doméstico para ser recolhido;
descartar entulhos no local correto.
Não são considerados lixo doméstico os pedaços de madeira, resto de móveis, mato ou galho de árvores. Esse material não é recolhido pelos garis.
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Lixo descartado em local inadequado, à céu aberto, sendo destruído em Macapá
Gabriel Flores/Divulgação
Mesmo com as responsabilidades bem definidas, é comum encontrar pela cidade vários pontos de amontoados de lixo.
Basta andarmos pelas ruas para notarmos lixo descartado em local inadequado: são sacolas plásticas, garrafas de vidro, embalagem de produtos e até objetos bem maiores como móveis velhos e entulho.
Todos os meses, a prefeitura de Macapá, por exemplo, recolhe dezenas de toneladas de lixo das lixeiras à céu aberto.
De janeiro a julho de 2019, a prefeitura contabilizou o recolhimento de 38 mil toneladas de entulho na capital. No Brasil, a geração de lixo por pessoa varia de acordo com o porte populacional do município.
Segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2000, a geração por pessoa de resíduos no país varia entre 450 e 700 gramas para os municípios com população inferior a 200 mil habitantes; e entre 700 e 1.200 gramas em municípios com população superior a 200 mil habitantes.
Foto de 2017 mostra lixo acumulado no aterro sanitário de Macapá
John Pacheco/G1
O Aterro Sanitário de Macapá recebe diariamente o lixo produzido na capital e também no município de Santana, as duas maiores cidades do estado.
De acordo com o Relatório de Resíduos Sólidos da prefeitura de Macapá, de janeiro a julho de 2019, mais de 42,8 mil toneladas de lixo doméstico foram recolhidas somente na capital.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente explica que, além de Macapá, apenas Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio possuem aterro sanitário. Os demais municípios despejam o lixo em grandes lixões a céu aberto.
Até chegarem a esses espaços, os materiais não passam por coleta seletiva, nem tratamento.
De acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos de 2018, elaborado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, a estimativa é de que somente 3% do lixo recolhido no Brasil seja de fato reciclado, enquanto que o potencial é de até 30%.
Participantes do projeto Recicla Pet, no conjunto Mucajá, em Macapá
Victor Vidigal/G1
No conjunto Mucajá, na Zona Sul de Macapá, há um projeto de iniciativa dos moradores em parceria com o Rotary Club, o “Recicla Pet”, que tem como objetivo dar sustentabilidade à comunidade, por meio da garantia de renda, e também ao próprio meio ambiente.
Pelo menos 30 famílias estão envolvidas. Elas coletam garrafas de plástico e são responsáveis por desfiá-las para a venda. Além das garrafas, os moradores reaproveitam outros materiais para transformar em objetos de decoração.
“A gente junta as garrafas para fazer o trabalho de reciclagem, onde elas são desfiadas. Já tem uma pessoa que vai comprar essas garrafas [desfiadas]. Esse projeto já traz resultados: aquele lixo que ficava jogado na rua, é recolhido e é reaproveitado, trazendo uma renda para a própria comunidade”, explicou Júnior Valente, presidente do Movimento Social Amigos do Mucajá.
Quais os impactos ambientais, a médio e longo prazo, causados pela má gestão e destinação dos resíduos sólidos? O professor Alan Cunha, ambientalista, explica.
“Isso tem impacto ambientam na atmosfera, tem produção de líquidos como chorume que vão para o solo, contaminam os lençóis freáticos, os aquíferos, e criam um ambiente insalubre muito sério. E as pessoas acabam convivendo com isso”, destacou Cunha.
E com todas essas questões, o professor indica alguns caminhos para resolver os problemas da limpeza urbana.
“Existe muita possibilidade de redução desses impactos mediante o desenvolvimento social e principalmente investindo em cooperativas para reciclagem, reutilização, reaproveitamento, minimização do uso. Tem aquele processo chamado de lógica reversa em que a comunidade se apropria daquele resíduo e devolve para o empresário ou para a indústria, gerando ciclo de vida positivo, gerando renda, reduzindo impactos ambientais no local dos lixões. É simples, mas é preciso que o Estado e Município invistam nessa possibilidade de empreender na cadeia produtiva de resíduos sólidos”, pontuou.
*Reportagem de Jéssica Rabelo com imagens de Ronaldo Brito e produção de Kelison Neves.
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