‘Diminuir como?’, questiona Bolsonaro sobre número de mortos por Covid-19

No dia que o Brasil superou 76,5 mil mortes e 2 milhões de casos confirmados de Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro tratou como “neurose” o isolamento social contra a doença e questionou a viabilidade de diminuir o número de óbitos, em transmissão ao vivo pelo Facebook na noite desta quinta-feira. Ele citou um estudo que apontou que 66% dos contaminados em Nova York estavam em casa e foram infectados por parentes para comentar:

— Então houve uma neurose no tocante a isso daí. Ninguém disse que ninguém ia morrer por causa do coronavírus. Tanto ia como está morrendo, infelizmente. Agora alguns acham que tinha como diminuir o número de óbitos. Diminuir como?

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Citando uma série problemas econômicos decorrentes da pandemia do novo coronavírus, Bolsonaro comentou que é preciso preservar vidas, mas criticou a atuação do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, demitido em abril. Segundo o presidente, ele semeou o pânico no Brasil.

— Quando resolveram lá atrás partir para o achatamento da curva, vocês lembram do ministro [Luiz Henrique Mandetta], né? “Vamos achatar a curva!”. Ele falava nas reuniões de ministro: “caminhões do Exército vão pegar corpos nas ruas”. Semeando o pânico no Brasil. A grande mídia também dando uma força muito grande no tocante a isso — disse o Bolsonaro.

Ele lembrou então que o objetivo das restrições era que os hospitais estivessem preparados para poder atender os infectados, já que não há vacina ou “nenhum remédio comprovado cientificamente ainda”.

— Então o objetivo era esse. Hoje nós estamos vendo que em vários Estados está sobrando leito, graças a Deus, né? Então tem que começar a abrir, poxa. Porque a crise por falta de emprego, morte, suicídio, depressão tá aí, tá chegando — declarou.

Durante a live, ele mostrou caixas de hidroxicloroquina, com que se tratou para a doença na semana passada, e do vermífugo Annita, remédios que não tiveram a eficácia comprovada contra a Covid. Mas frisou que não é médico e nem estava recomendando os medicamentos a ninguém, dizendo que não é “garoto-propaganda de nada”. Por mais de uma vez, ele orientou os espectadores a procurarem médicos se tiverem sintomas da Covid.

Com Agências

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