Dia do Orgasmo: entenda quais distúrbios podem impedir que as mulheres ‘cheguem lá’

Comemorado nesta sexta-feira, o Dia Mundial do Orgasmo é motivo de preocupação entre as mulheres, afinal, muitas não conseguem comemorá-lo apropriadamente. Segundo o estudo de Transtornos Sexuais Dolorosos Femininos do ProSex, da Universidade de São Paulo (USP), 55% das mulheres não atingem o orgasmo durante a relação sexual. Um dos principais motivos é a dor durante o sexo, queixa de 59% da população feminina.

Existem duas formas de chegar ao orgasmo: por estimulo do clitóris ou com a penetração. No entanto, mulheres que sentem dores durante o sexo dificilmente conseguem uma penetração completa e, consequentemente, não “chegam lá” durante a relação sexual.

Para a fisioterapeuta pélvica Debora Pádua, o ideal é que a mulher busque tratamento para o desconforto antes de investir no prazer. “Antes de buscar o prazer, a mulher deve buscar tratamento para se livrar da dor, para que esta associação ou memória de dor relacionado ao sexo deixe de existir”, explica a especialista.

As causas podem ser patológicas, como infecções mal tratadas, endometriose ou doenças do aparelho urinário. Estas, quando tratadas junto a um ginecologista, costuma desaparecer. No entanto, a maioria das dores durante o sexo está relacionada a disfunções sexuais, como o vaginismo e a dispareunia.

“O vaginismo e a dispareunia é quando os músculos ao redor da vagina se contraem involuntariamente tornando dolorosa ou impossível a penetração, mesmo que a mulher tenha o desejo em realizá-lo” explica Débora. “Independente do motivo, sexo não deve ser doloroso. Se a mulher sente dor na hora da relação é sinal que algo está errado e é necessário investigar”, adiciona a profissional.

Abaixo, entenda os principais transtornos que impedem o orgasmo feminino

Vaginismo

São espasmos involuntários recorrentes que contraem a vagina. A reação imediata são dores durante a penetração ou em exames ginecológicos. Pode ser causado por infecções, lesões, traumas ou repressão sexual – o inconsciente pode fazer com que a mulher contraia a musculatura do canal vaginal

Dispareunia

Se Caracteriza pela dor recorrente no canal vaginal, que pode ocorrer antes, durante ou após a penetração. Pode ser causado por problemas clínicos, infecção, herpes ou outras DSTs.

Vulvodínia

Sem cura, mas com tratamento, o transtorno consiste na dor e ardência do lado de fora do canal vaginal. Algumas mulheres relatam a sensação da pele estar “em carne viva”.

Os três distúrbios podem atingir mulheres em qualquer período, desde a adolescência até a menopausa. De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FebrasGo), o tratamento com fisioterapia pélvica é um método eficaz e que pode ser concluído em poucos meses.

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