DGP ampliará proposta de diálogo com servidores do PJSC que atuam em teletrabalho

Será uma grande oportunidade para que os servidores tirem dúvidas relacionadas ao formulário de acompanhamento semestral, recentemente otimizado para facilitar a vida do servidor e do seu gestor. Além disso, os encontros irão propiciar que os servidores em teletrabalho troquem experiências e relatem como se sentem durante a pandemia e de que forma ocorre a integração com os servidores em home office.

Perguntas diversas, sugestões e críticas sobre o programa de teletrabalho do Poder Judiciário de Santa Catarina serão muito bem-vindas.

Já no início deste mês, entre os dias 3 e 10 de julho, a equipe do teletrabalho da DGP atendeu aproximadamente 105 servidores, por meio de videoconferência. Os interessados nos próximos encontros devem encaminhar e-mail para dgp.teletrabalho@tjsc.jus.br, com a indicação de dia e horário de preferência. Em breve, o ciclo de capacitação dos gestores e dos chefes imediatos também terá início.

Confira os depoimentos dos servidores que já participaram dos encontros virtuais:

“Sou servidora e tenho uma deficiência física nos membros inferiores, é uma doença degenerativa das cartilagens e me limita bastante, trazendo muitas dores. No segundo semestre de 2019, essas dores se intensificaram devido ao processo inflamatório causado pelo problema, e como sou uma pessoa muito ativa, estudo, trabalho, cuido da casa e de outras pessoas, fiquei bastante debilitada e o deslocamento, bem como a permanência no local de trabalho foi ficando cada vez mais difícil. Essa dificuldade começou a afetar ânimo, minha rotina, e me vi prestes a ter que parar de trabalhar, pedir afastamento por motivo de saúde, e sem perspectiva de melhora, o que num breve futuro, resultaria em uma aposentadoria precoce, por invalidez. Naquele momento turbulento, em que estava sem esperanças de continuar a ter uma vida produtiva, e sentindo que não havia mais caminho pra o meu desenvolvimento profissional, surgiu a possibilidade de requerer o regime de teletrabalho, algo que foi prontamente acatado pelos meus gestores, e em pouco tempo, estava trabalhando em casa, podendo dispor das adaptações necessárias para a manutenção da minha saúde, e com a possibilidade de pleno desenvolvimento. O teletrabalho reacendeu a minha esperança, melhorou significativamente minha qualidade de vida e me deu a possibilidade de continuar meu desenvolvimento pessoal e profissional. Hoje posso fazer planos, sabendo que não estou em fim de carreira, mas apenas trilhando o caminho, e que tenho muito a contribuir com o TJSC e também a aprender. A possibilidade do teletrabalho muda vidas, e desejo que programa seja, cada vez mais, ampliado e aperfeiçoado, e que possa alcançar muitos servidores, impactando positivamente as suas vidas, e trazendo o retorno desejado ao Judiciário Catarinense”. – Eliane  Arcilho dos Santos, técnica judiciária auxiliar, oito meses em teletrabalho.

“Entrei para o sistema de teletrabalho logo no começo do programa no TJSC, no ano de 2015, me considerando uma “veterana”. Desde então ocorreram vários aperfeiçoamentos, tanto no aspecto pessoal, quanto no aspecto funcional do projeto. Optei por trabalhar de forma remota em razão de possibilidade de exercer minhas funções estando perto de meus familiares, em especial, podendo acompanhar meus dois filhos de forma muito próxima. Além disso, deixo de percorrer diariamente 100km de estrada, o que representaria uma “perda” de aproximadamente duas horas no trânsito, correndo inúmeros riscos. Esses fatores me fazem seguir em frente, com entusiasmo, na condição de teletrabalhadora, empenhando-me para superar eventuais obstáculos que se apresentem. Deixo registrado também meu apreço à equipe da DGP/Teletrabalho que se dedica para que o projeto consiga obter cada dia mais êxito, auxiliando-nos em nossas dificuldades e também aos gestores, que engajaram-se nessa revolucionária forma de trabalho, que veio para trazer muitos benefícios para todos os envolvidos.” – Eveline Maria Haubert Martimiano, Técnica Judiciária Auxiliar, cinco anos em teletrabalho

“Desde que fui ‘admitida’ para o Teletrabalho, em 14/02/2018, tenho a impressão de que ingressei num novo universo, e foi como se estivesse começando o meu trabalho no judiciário catarinense. Naquela ocasião, estava enfrentando um delicado momento na vida profissional e pessoal, e via como única alternativa tentar o Teletrabalho. Meu marido estava em luto recente pelo pai falecido, enfrentando uma profunda depressão,  e precisávamos sair de Florianópolis, pois ele, como médico, teve que interromper o  trabalho para começar o tratamento. Associada a esta situação, tivemos que mudar para a fazenda herdada por ele, distante 400 km de Florianópolis. Ingressei com o pedido e, para minha surpresa e alegria (não tinha pretensão de que desse tão certo), fui admitida ao teletrabalho, e, não fosse isso, teria que tentar uma licença sem vencimentos, o que causaria um enorme transtorno em nossa vida, uma vez que meu marido não estava trabalhando. Sendo assim, hoje, nossa vida entrou nos eixos, sem traumas maiores, além do que já havíamos enfrentado com o luto do meu sogro. Fizemos da casa da fazenda uma hospedaria, e, concomitantemente, ingressei numa formação em Psicanálise, a qual estará concluída até o final deste ano. O Teletrabalho me proporcionou um novo começo, uma nova vida, e a realização de novos sonhos, com muito mais sentido e satisfação pelo trabalho realizado. Uma plataforma inteligente, inclusiva, econômica para o tribunal, e, certamente, uma tendência que veio para ficar. Gratidão”. – Luciana G.S. Hoffmann, Analista Jurídico, dois anos em teletrabalho

“Iniciei no teletrabalho em agosto de 2018 para poder acompanhar meu marido em seu mestrado de um ano na Espanha. As adaptações, tanto no país estrangeiro quanto na nova modalidade de trabalho, foram tranquilas. O apoio e a compreensão dos meus gestores foi fundamental para essa transição, os agradeço imensamente. Lá estando, mantive uma rotina diária de cumprimento da meta e apesar da diferença de fuso horário o elo de comunicação nunca foi perdido. No período que lá estive, a minha maior surpresa foi constatar que apesar do Brasil ser um país ainda em desenvolvimento, as nossas relações de trabalho estão muito a frente dos países europeus. Fiz alguns amigos nativos que, incrédulos, me perguntavam como eu poderia morar em um lugar e trabalhar para outro a milhares de quilômetros, ou também me perguntavam como o meu chefe iria saber que eu estava trabalhando e não passeando. A explicação não era fácil porque o modelo não era adotado naquelas terras e a compreensão ficava prejudicada. Refletindo sobre os questionamentos dessa natureza que recebi, percebi que algumas vezes não damos valor à nossas próprias conquistas e ferramentas, pensamos que o que “vem de fora” é melhor. Devo confessar que com a constatação do quão desenvolvidos estamos quando se trata de teletrabalho, me senti muito orgulhosa de participar do programa ofertado pelo TJSC. Penso que o teletrabalho está fundamentado na mútua confiança e foi esta confiança que me permitiu viver uma experiência familiar e cultural inigualável em um país maravilhoso”. – Fernanda Manfroi Paladino, técnica judiciária auxiliar, dois anos em teletrabalho.

“Tenho o privilégio de exercer o cargo de assessora jurídica há mais de nove anos no gabinete do magistrado Dr. Edison Zimmer na Comarca de Rio do Sul. Com as alterações na resolução do teletrabalho inseridas no mês de fevereiro de 2020, que entre elas autorizou o trabalho no exterior, permitiram conciliar a mudança de residência, por questões pessoais, para Portugal e continuar a fazer parte do quadro de servidores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Com a relação de confiança e responsabilidade construída ao longo dos anos com meu gestor, o programa de teletrabalho concedeu a oportunidade de prosseguir com minhas atividades laborais na assessoria jurídica contribuindo com incremento na produtividade, excelência nas atribuições desenvolvidas e melhoria na qualidade de vida. Vários colegas brasileiros e portugueses ficam surpresos quando afirmo que trabalho à distância no Poder Judiciário de Santa Catarina. Sempre esclareço que o programa de teletrabalho existente é inovador, estruturado e de resultados positivos para as atividades jurisdicionais da equipe da Vara da Fazenda Pública, Acidentes do Trabalho e Registros Públicos.”- Priscila Paloma Pamplona, assessora jurídica, quatro meses em teletrabalho.

Imagens: Divulgação/DGP
Conteúdo: Assessoria de Imprensa/NCI
Responsável: Ângelo Medeiros – Reg. Prof.: SC00445(JP)

Com Agências

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