Detentos confeccionam 5 mil máscaras para serem utilizadas nas seções eleitorais de Varginha, MG


Outros oito mil equipamentos de proteção serão feitas por uma cooperativa de crédito da cidade, também visando o dia de votação Detentos de presídio em Varginha (MG) produzem máscaras para eleitores
Detentos de Varginha (MG) estão produzindo cinco mil máscaras de proteção para serem doadas ao Cartório Eleitoral e utilizadas por mesários e demais servidores no dia 15 de novembro, data das eleições municipais. Outros oito mil equipamentos também estão sendo confeccionados por uma cooperativa de crédito da cidade e terão o mesmo destino.
De acordo com o juiz da 1ª Vara Criminal de Varginha, Tarciso Moreira de Souza, esta confecção de máscaras só foi possível devido a uma parceria. Além disso, ele destaca a importância deste tipo de atividade para os detentos.
“A parceria da comunidade varginhense na recuperação dos detentos é importante, pois apesar das práticas que cometeram, dá a eles uma possível possibilidade de retornar à sociedade de uma maneira tranquila, de uma forma recuperada. Voltar um homem novo à sociedade, isso é muito importante. Essa parceria faz com que seja concretizada essa expectativa de melhora dos detentos. Já tivemos outras parcerias, com outras empresas aqui na unidade prisional de Varginha, sempre com essa proposta de ajudar na recuperação dos detentos”, disse.
Tarciso Moreira de Souza relembra que a confecção de máscaras já foi feita pelos detentos da cidade no início da pandemia. Ele ressalta, ainda, que, além de os presos aprenderem uma atividade, eles têm um dia de pena reduzido a cada três dias trabalhados.
“No começo da pandemia a unidade prisional fez muitas máscaras, que foram doadas à Secretaria de Estado de Saúde para ajudar com a equipe médica e os enfermeiros no combate ao coronavírus. Isso faz com que o preso, a cada três dias que ele trabalha, tenha um dia a menos na pena dele. Isso acalma o preso, cria uma expectativa de melhora de vida para o preso mesmo dentro da unidade prisional”, salientou o juiz.
Juiz da 1ª Vara Criminal de Varginha, Tarciso Moreira de Souza, destacou a confecção de máscaras por detentos
Reprodução/EPTV
Sem máscara, sem voto
Se por um lado as máscaras serão equipamentos necessários para trabalhar nas eleições, por outro elas também são obrigatórias para que os eleitores possam ter acesso às seções eleitorais e votar.
O chefe do Cartório Eleitoral de Varginha, Raimundo Nonato, aponta que as máscaras que serão recebidas após confecção dos detentos serão utilizadas em caráter reserva para os mesários e servidores, podendo ainda atender eleitores que estejam sem “por acidente”.
“O TSE [Tribunal Superior Eleitoral] vai encaminhar máscaras tanto para os mesários quanto para os colaboradores. Essas máscaras que são objeto dessa parceria, são para critério de reserva. Como a logística de distribuição desse material é muito grande, é importante que a gente tenha uma reserva para suprir essa necessidade. Mas, lembrando, o eleitor tem que sair de casa de máscara, pois corre o risco de ele não conseguir entrar no local de votação se tiver sem ela. Sem máscara o eleitor não vota”, disse.
O chefe do Cartório Eleitoral avisa, ainda, que os eleitores não podem receber nenhum tipo de brinde de candidatos. Isso inclui, segundo ele, canetas e, até mesmo, máscaras.
“O eleitor não pode receber nenhuma doação de candidato, ou seja, o candidato também está obrigado a não entregar nenhum tipo de brinde para o eleitor. Então, máscaras, canetas e qualquer tipo de coisa, se for constatado a pessoa vai responder por crime”, pontua.
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