Destino de base militar dos EUA na Espanha ganha novo capítulo

Destróier USS Donald Cook da OTAN chega à estação naval de Rota, na Espanha (em 11 de fevereiro de 2014)

A Marinha norte-americana estuda outras localizações, contudo, a região, no sul da Espanha, depende dos aportes econômicos da presença da base.

A presença norte-americana é parte indivisível da essência local. Desde 1953, Rota é um pedaço dos EUA em território espanhol, que controle a porta de acesso ao mar Mediterrâneo.

  • Marinheiros dos EUA a bordo do destróier USS Carney na base militar em Rota, na Espanha
    Marinheiros dos EUA a bordo do destróier USS Carney na base militar em Rota, na Espanha
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    Foto / Dominio público / USS Carney
  • O destróier norte-americano USS Carney na base militar em Rota, na Espanha
    O destróier norte-americano USS Carney na base militar em Rota, na Espanha
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    CC BY 2.0 / Marinha dos EUA /MC1 Peter Lewis / USS Carney (DDG 64) departs Naval Station Rota, Spain.
  • Imagem de embarcação norte-americana na base militar em Rota, na Espanha
    Imagem de embarcação norte-americana na base militar em Rota, na Espanha
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    CC BY 2.0 / Marinha dos EUA /MC1 Fred Gray IV / USS Carney (DDG 64) departs Naval Station Rota
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Foto / Dominio público / USS Carney
Marinheiros dos EUA a bordo do destróier USS Carney na base militar em Rota, na Espanha

Contudo, atualmente a permanência norte-americana está em debate, não somente nas ruas da localidade, mas também nas altas esferas. Os EUA consideram se realocar para o Marrocos e a possibilidade de usar, segundo informa o jornal El Español, a base naval de Alcácer-Ceguer como fundeadouro para suas embarcações.

Ainda assim, os EUA não confirmam esta mudança ao outro lado do estreito, além de afirmarem não ter recebido nenhuma proposta do Marrocos. Contudo, sem dúvidas, este fato já pesa nas negociações com a Espanha, analisa Gonzalo Wancha em seu artigo para Sputnik Mundo.

O convênio de 1988, firmado entre EUA e Espanha, deve ser renegociado até 2021. Porém, o rumo destas negociações ainda é desconhecido.

Um inquilino incômodo

A base chegou ao país europeu durante o período em que Francisco Franco esteve no poder. Atualmente, os 2,3 mil hectares ocupados pela base militar, com um mandatário norte-americano tão imprevisível como Donald Trump, possuem uma nova conotação para a Espanha.

Ao comentar à Sputnik Mundo um eventual aumento de embarcações dos EUA na região, Javier Ruiz Arana, prefeito de Rota, afirmou:

“Rota está preparada para receber mais efetivos e a possível ampliação, mas precisamos de tempo e informação para tirar maior proveito. É necessário considerar que a base ocupa uma quarta parte do município, isso não é gratuito, a base deve trazer benefícios para a população local.”

Rota como enclave de abastecimento é essencial para o controle do Mediterrâneo e Oriente Médio e isso a converte em possível foco de represália.

Tradicionalmente, mais atividade militar implica mais atividades econômica na região, com a presença de milhares de cidadãos norte-americanos, o que reduz os receios da população local. No aspecto político, poucas vozes se pronunciam contra a base, conscientes de que é o principal motor econômico e de emprego de Rota.

“Temos uma servidão enorme, uma dependência que nos escraviza durante décadas porque a base oferecia expectativa de emprego e estabilidade econômica, mas, com o passar do tempo, essa expectativa se deteriorou […]”, confessa Imaculada Nieto, porta-voz de uma frente política no parlamento da Andaluzia.

Com Agências

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