Criciúma: ruas intransitáveis no Rio Maina

O lamaçal gerado pela constante chuva dos últimos dias no bairro Rio Maina, em Criciúma, resultou em transtornos às pessoas que residem próximas às ruas Francisco de Sousa Costa e Rosa Bonfante Ugioni. Isso porque ali estão sendo realizadas obras da Prefeitura há mais de um mês, para a colocação de lajotas.

Porém, uma moradora que prefere não se identificar conta que o carro do cunhado ficou atolado lá e o guincho precisou ser acionado. Ela também conta que uma vizinha que manobrava o veículo para entrar na garagem acabou perdendo o controle e colidiu contra o muro, já que o lamaçal fez com que o carro deslizasse.

“A empresa que está realizando a obra precisa ao menos sinalizar essas ruas. Porque ela é bastante movimentada durante a semana. Eles abriram tudo as ruas para colocar os drenos antes da pavimentação, mas não pensaram que gerar dar tanto lodo e transtorno. E agora está intransitável”, reclama a moradora. Segundo ela, as obras deveriam ter sido feitas com um planejamento melhor, porque ela percebe que escoa muita água da chuva para essas ruas e muita lama fica sobre a pista.

Ao ser questionada sobre o prazo para a conclusão das obras, a Prefeitura de Criciúma informou que as obras iniciaram em julho, com o prazo de conclusão de 12 meses e investimento de R$ 4,9 milhões. “Os serviços nessas duas vias integram um pacote de obras iniciados pela prefeitura no distrito do Rio Maina e que, no total, serão pavimentadas 55 ruas (com blocos de lajotas), contemplando os bairros Wosocris, Jardim das Acácias, Rio Maina, Vila Macarini, Loteamento Manenti e Nossa Senhora do Carmo (mais de 8,2 quilômetros)”, conclui a nota.

Praia Grande registra o maior acúmulo de chuva do Estado

Devido ao fluxo de umidade que marca a nebulosidade de 90% do Estado de Santa Catarina, existe a presença de chuva de intensidade moderada nas cidades próximas ao Rio Grande do Sul, incluindo a Amesc (Extremo Sul) e Amrec (Região Carbonífera). Nesta segunda-feira, dia 7, os acumulados de chuva registrados no Litoral Sul contam com destaque para Praia Grande, que apresentou 72 milímetros.

De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil da Amesc, Rodrigo Bonaldo Rafael, as equipes estão monitorando os pontos com mais probabilidade de alagamentos, mas nenhuma ocorrência foi registrada. “Mas existe a preocupação. Porque em Praia Grande, por exemplo, nas últimas 48 horas foram registrados 93 milímetros de chuva”, revela Rafael. Em toda a região, os ventos sopram de quadrante leste, com fraca intensidade. De acordo com o coordenador regional da Amesc.

Criciúma

Em Criciúma os bairros em necessitam de maior atenção para os riscos de deslizamentos são o Mina Brasil, Naspolini e São Simão. “Temos previsão de instabilidade durante a semana. O solo de mantém encharcado durante a semana, causando talvez algum tipo de deslizamento de pontos mais altos”, revela o coordenador da Defesa Civil de Criciúma Dioni Borba.

Ele conta que o município apresentou 58 milímetros de chuva em 72 horas. Ele conta que a equipe da Defesa Civil está monitorando os pontos pessoalmente e analisando os riscos. “São áreas de movimento de massa no qual a gente sempre vem monitorando devido as encostas e os declives que lá existem”, conta Borba.

De acordo com o climatologista Ronaldo Coutinho, o tempo permanece instável hoje e amanhã. “Na quinta-feira o sol já começa a dar o ar da graça. Na sexta-feira está indicando ausência de chuva na região de Criciúma”, diz Coutinho.

Segundo ele, isso acontece porque o sistema de ar está parcialmente bloqueado. Dessa forma, a frente fria avança pelo oceano e outra parte fica parada, saindo apenas de Oeste pra Leste. “Por isso que fica chovendo entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Mas é um chuva bem-vinda para as lavouras”, destaca Coutinho.

De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil de Criciúma, Rosinei da Silveira, existe uma preocupação com o aumento do nível dos rios, principalmente o Rio Sangão e o Rio Mãe Luzia. “Em Orleans, a água entrou dentro de uma casa. Mas pertence a uma região que costumeiramente alaga até mesmo com chuva não tão intensa”, diz da Silveira.

Ele conta que o solo já tá encharcado. “Aqui em Criciúma, o solo já está bastante saturado. A Defesa Civil chama atenção para as pessoas que moram próximas a áreas de declive. Qualquer sinal de rachadura ou movimentação de rocha, poste ou árvore, acione o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil”, alerta da Silveira.


Com Agências

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