Monday, 03 August, 2020

JORNAL TIJUCAS

Covid-19: Taxa de transmissão cai em Campinas e Saúde atribui a distanciamento social



Índice chegou a ser de 1.8 na cidade e caiu para 1, o que significa que uma pessoa contaminada passa o vírus somente para mais uma. Cidade segue na fase laranja do plano de retomada. Carmino de Souza, secretário de Saúde de Campinas, e o prefeito Jonas Donizette em transmissão por rede social nesta sexta-feira (31)

A taxa de transmissão, que mede quantas pessoas são infectadas por um paciente contaminado, caiu para 1 em Campinas (SP). O índice chegou a ser de 1.8 no final de maio e resultou no grande crescimento de casos em junho. Depois, caiu para 1.4. Apesar da redução, o secretário de Saúde, Carmino de Souza, afirmou nesta sexta-feira (31) que o ideal é que a taxa fique abaixo de 1.
Em transmissão por rede social, o prefeito Jonas Donizette (PSB) afirmou que o Departamento Regional de Saúde (DRS-7) de Campinas foi mantida na fase 2 – laranja do plano de retomada dos serviços (Plano São Paulo).
A manutenção já era esperada, uma vez que, para avançarem de etapa, as regiões devem primeiro permanecer por pelo menos 15 dias na mesma fase. A DRS-7 está há uma semana na fase 2 – laranja, após a reclassificação de 24 de julho, o que permitiu a reabertura com restrições do comércio.
O prefeito avaliou a primeira semana da retomada gradual como “de razoável para bom”. O primeiro dia de reabertura teve aglomeração no Centro e o próprio prefeito admite a dificuldade em evitar problemas no transporte público.
Em contrapartida, Jonas acredita que os moradores passaram a se preocupar mais com as políticas de combate ao coronavírus desde a última retomada, entre 8 e 22 de junho, quando houve a necessidade de um novo fechamento do comércio com o acirramento da pandemia.
Taxa de transmissibilidade
A taxa de transmissão de 1 é a menor registrada na cidade, segundo a prefeitura. “Campinas, nos últimos dias, teve a menor taxa de transmissão de Covid-19. Agora a taxa está em 1, ou seja, cada paciente positivado transmite a doença no máximo para uma pessoa. Na última quinzena de maio, a cidade atingiu a maior taxa, de 1.8”, disse o prefeito.
Segundo o secretário de Saúde, a taxa reflete o potencial de transmissibilidade da doença e, quando esse índice está acima de dois, a transmissão é “explosiva” e difícil de controlar. Souza explicou que a taxa do fim de maio refletiu no crescimento abrupto de casos em junho.
“É uma transmissão importante no final de maio, tanto que em junho nós tivemos o nosso maior volume”, disse Carmino de Souza.
O secretário afirma que o ideal é que esse índice fique abaixo de 1. “Nós vamos ficar muito mais tranquilos a hora que tiver abaixo de 1. Está bom em relação ao que já vivemos, mas ainda temos que abaixar um pouco mais, chegar a menor que um, porque aí nós teremos sempre menos pacientes chegando do que aqueles curados”.
Para Souza, a queda se deve à quarentena, ao isolamento e ao distanciamento social. “A taxa de transmissão está diretamente ligada ao distanciamento social, se as pessoas ficarem separadas não tem como transmitir. Enquanto não tivermos uma solução definitiva, o distanciamento social precisa ser mantido”.
Números
A prefeitura confirmou, na manhã desta sexta, mais 10 mortes por coronavírus e chegou a um total de 711 óbitos. Segundo a administração, o número de pessoas infectadas também teve aumento de 428 casos em um dia, totalizando 18.233 registros da Covid-19 no município.
As mortes e os casos divulgados nesta sexta-feira não significam, necessariamente, que as infecções aconteceram de um dia para o outro, mas sim que foram contabilizadas no sistema neste período, após confirmação de exames.

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