Coveiros paralisam serviço no Cemitério Municipal do Retiro, em Volta Redonda

Greve interrompeu o serviço na manhã desta quarta-feira. Situação foi resolvida depois de uma reunião com a prefeitura, que atendeu às reivindicações dos funcionários. Oito coveiros que trabalham no Cemitério Municipal do Retiro, em Volta Redonda, no Sul do Rio de Janeiro, fizeram uma paralisação na manhã desta quarta-feira (16). A situação só foi resolvida depois de uma reunião com a prefeitura, responsável pela administração do espaço.
A greve não chegou a afetar o serviço, já que não houve nenhum velório ou enterro no cemitério durante toda a manhã.
Um dos motivos da paralisação foi o atraso de parte do salário de setembro. “Eu recebi R$ 581 de salário esse mês. Atrasou? Errou? Tudo bem. Mas e eu? Como que eu fico?”, reclamou o coveiro Sandro de Oliveira.
Os coveiros também reclamam da falta de itens básicos de higiene e das más condições de trabalho. “Não tem uma luva direito. Tem vez que tem que pegar aí essas sepulturas cheias de escorpião, lacraia. Você não tem uma bota, uma roupa direito… Fica difícil”, lamentou o coveiro Fernando Ribeiro.
O secretário de Infraestrutura, Vinicius Ramos Pereira, explicou o que aconteceu com parte do salário de alguns funcionários.
“O salário é pago integralmente no sétimo dia útil. O que aconteceu é que apenas quatro servidores, de todos os vinte e poucos, entraram numa lista dos salários parcelados. A gente está regularizando o salário dos quatro funcionários que receberam só a metade. E a hora extra, que eles vinham reivindicando, também será feita uma folha suplementar, porque houve erro processual no sistema da Secretaria de Administração e do RH”, justificou.
As reclamações sobre a disponibilidade dos materiais utilizados no dia a dia do trabalho dos coveiros também foram ouvidas pelo poder público.
“Hoje de manhã, eu trouxe aqui pra eles bota, uniforme, material de limpeza, sacarias, colete, vários EPIs [equipamentos de proteção individual] que estavam faltando, sim, e a gente repôs porque a gente tinha esse estoque na secretaria”, finalizou.
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