Corpo de bailarina desaparecida na Rússia foi dissolvido em ácido, aponta investigação


Polícia de Moscou acredita que Malkhaz Dzhavoev, ex-empresário da artista, foi responsável pela morte de Olga Demina em 2014. Bailarina russa Olga Demina desapareceu em 2014 em Moscou
Reprodução/Redes Sociais
Os investigadores do desaparecimento da bailarina russa Olga Demina acreditam que ela tenha sido assassinada e seu corpo dissolvido em ácido sulfúrico, segundo um novo informe sobre o caso, divulgado nesta quarta-feira (16).
Demina está desaparecida desde 2014 e uma apuração do Comitê de Investigações de Moscou apontou o ex-empresário e amante da artista, Malkhaz Dzhavoev, como o principal suspeito – ele também é acusado de gerenciar uma rede de prostituição.
De acordo com o jornal “Komsomolskaia Pravda”, a bailarina integrava o famoso balé Bolshoi e teria sido chantageada por Dzhavoev com a publicação de “fotos sexualmente comprometedoras” antes do seu desaparecimento.
O pai do ex-empresário também é apontado como cúmplice de Dzhavoev. Segundo o detetives que acompanham o caso, ele teria ajudado o filho a esconder o corpo da dançarina e comprado um barril de ácido sulfúrico em um mercado especializado.
Julgamento de Sokolov
O caso da bailarina volta à tona enquanto o historiador russo, Oleg Sokolov, é julgado após ter confessado, no ano passado, matar e esquartejar sua amante em São Petersburgo. Ele foi flagrado pela polícia ainda com braços de Anastasia Yeshchenko dentro de uma mochila.
Oleg Sokolov preso, em 11 de novembro de 2019
Olga Maltseva / AFP
Sokolov é um conhecido pesquisador especialista em Napoleão. Ele recebeu a Légion d’Honneur da França, condecoração dada a civis ou militares que contribuíram à nação. Yeshchenko era uma estudante de pós-graduação em história na Universidade Estadual de São Petersburgo.
A investigação concluiu que ele matou a aluna com uma espingarda antes de desmembrar o corpo. Além de homicídio, ele é acusado de posse ilegal de armas.
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