Friday, 14 August, 2020

JORNAL TIJUCAS

Coronavírus: “O principal desafio é buscar o equilíbrio entre a saúde e a economia”, diz prefeito de Blumenau


Comandante do Executivo blumenauense fala sobre as ações e lições do enfrentamento à Covid-19

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Prefeito Mário Hildebrandt (Podemos)

(Foto: Eraldo Schnaider, Prefeitura de Blumenau , Divulgação)

No momento mais crítico vivido por Santa Catarina no combate ao coronavírus, o prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (Podemos), conversou com a reportagem. Ele fala sobre os trabalhos, o papel da população, os desafios, os ensinamentos e como ele acredita que a sociedade passará por essa pandemia.

Confira:

Como está o combate à doença hoje?

Chegamos ao período mais crítico da pandemia nesse momento em Blumenau, em Santa Catarina e no Sul do Brasil. Nos organizamos desde março, criamos oito ambulatórios de atendimento ao coronavírus, fizemos até aqui (manhã de quinta-feira), mais de 28 mil testes e ampliamos de 43 para 94 os leitos de UTI numa parceria com os hospitais públicos e o hospital privado da cidade, com o envio dos respiradores feito pelo governo do Estado. Blumenau recebe também pacientes de cidades vizinhas e outras regiões do Estado que não possuem mais capacidade hospitalar.

A população de sua cidade está tendo bom comportamento?

Acredito que sim, pois a avaliação do Coes (Centro de Operações de Emergência em Saúde) disse que nossas ações de isolamento estão em 49% na região. O ideal é que estivéssemos cumprindo em 60% a taxa de isolamento. É difícil explicar para o jovem que ele deve evitar sair de casa e encontrar os amigos e também fazer o idoso entender que ficar em casa é o melhor para a saúde e a proteção. Desde o dia 13 de março isso vem sendo bastante divulgado e reiterado, mas nesse momento mais crítico novas medidas de restrição, para reduzir a circulação de pessoas, precisaram ser adotadas.

Qual é o principal desafio neste momento?

Baixar a taxa de ocupação das UTIs, reduzir a velocidade de crescimento do número de casos e buscar o equilíbrio entre a saúde e a economia. Desde o início da crise sempre disse que faria o possível para equilibrar esses dois pontos, mas que a vida das pessoas sempre será nossa prioridade. E é o que estou fazendo nesse momento. Cancelar a Oktoberfest e o Réveillon foi difícil, pois sabemos da importância que esses eventos tem para a economia, mas era necessário. Não podíamos optar por fazer diferente considerando que são eventos que geram grande aglomeração e risco de contaminação. A preservação da vida segue sendo nossa meta.

Qual é o maior ensinamento que a pandemia lhe deu?

Me reafirmou que apenas Deus é quem tem controle de todas as coisas. E também que em uma sociedade somos todos dependentes uns dos outros, pois minhas atitudes podem comprometer a minha saúde, a saúde da minha família e da comunidade. Ou seja, é necessária a cooperação, a parceria, o trabalho conjunto entre o município, população e empresas para termos os melhores resultados.

O senhor acredita que a nossa sociedade será melhor depois da pandemia?

Realmente espero que sim. Que possamos entender que a vida, a saúde e estar perto das pessoas que amamos deve ser sempre nossa maior riqueza. Além disso, estamos aprendendo muito durante o combate à pandemia e muitos desses ensinamentos podem ser utilizados para aprimorar as nossas políticas públicas.

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