Conta de energia elétrica tem aumento médio de 5,16% em Pernambuco


Segundo Celpe, Aneel autorizou reajuste de 4,88% para clientes residenciais e de 5,93% para consumidores de alta tensão, a partir desta quarta (1º). Energia elétrica fica mais cara em Pernambuco

A conta de luz está mais cara em Pernambuco, a partir desta quarta-feira (1º). De acordo com a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o reajuste médio de 5,16%. No estado, a empresa tem 3,7 milhões de clientes, dos quais 99% são de baixa tensão, o que inclui as residências.
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Ainda segundo a Celpe, para os consumidores residenciais, que usam a baixa tensão, o aumento é de 4,88%. Para quem utiliza a alta tensão, como é o caso de indústrias, o reajuste é um pouco maior: 5,93%.
Assim, o consumidor residencial que pagava R$ 100 por mês terá que desembolsar R$ 104,8. A Celpe informou, nesta quarta, por meio de nota, que os consumidores receberão as contas com o aumento em agosto, quando se completa todo o período de leitura após a aplicação tarifária.
Ainda de acordo com a Celpe, a autorização do reajuste atinge todas as distribuidoras de energia do Brasil, que deveriam ter anunciado aumentos em de abril e maio deste ano.
A empresa justificou que o adiamento de entrada em vigor das novas tarifas foi solicitado ao órgão regulador pelas empresas do setor elétrico, diante dos impactos provocados pela pandemia do novo coronavírus.
A Celpe está entre as distribuidoras que que retardaram a aplicação do reajuste tarifário. Os novos percentuais foram homologados pela Aneel, ainda em abril. No entanto, a variação proporcional das tarifas apenas começa a ser percebida a partir de julho.
Bandeira
Também nesta quarta, a Celpe informou que a Bandeira Tarifária, sinalização da Aneel sobre os custos reais da geração de energia elétrica, segue “verde”. Com essa determinação, não haverá acréscimo na tarifa, até o mês de dezembro, conforme anúncio feito pela Aneel no dia 26 de maio.
A Celpe ressalta que, mesmo com a bandeira tarifária verde definida pela Aneel para esse período, o consumidor não pode relaxar na economia de energia elétrica.
Por isso, a distribuidora reforça a série de dicas de economia e que podem ajudar os consumidores a mudarem alguns hábitos, evitando o desperdício de energia e reduzindo o valor da conta.
Veja as dicas
Compre aparelhos elétricos eficientes (e use com eficiência)
Eletrodomésticos mais antigos costumam ser menos eficientes. Se puder, substitua-os por aparelhos mais novos e com selo Procel de eficiência energética. Isso irá ajudar muito na economia de energia e na redução das contas. Pesquise os modelos e potências para saber quais são mais eficientes. Na hora de usar, estude o manual para maximizar o uso e minimizar o gasto de energia.
Desligue o computador se não for utilizá-lo dentro de uma hora
Algumas pessoas acham que deixar o computador ligado 24 horas consome menos energia do que ligá-lo e desligá-lo a cada uso, mas não funciona assim. O monitor pode ser desligado sempre que o usuário se ausentar do ambiente. Se as pausas entre os usos forem longas, de mais de uma hora, por exemplo, o ideal é desligar tudo. Se puder, opte por laptops, que costumam ser mais econômicos.
Fique de olho no carregador de celular
Não deixe o carregador de celular na tomada sozinho ou depois que o aparelho estiver completamente carregado. Além de evitar acidentes domésticos, ele consome energia elétrica.
Aproveite a luz natural
Além de ser confortável para os olhos, aproveitar a luz natural do dia ajuda a reduzir o desperdício de energia. Evite acender luzes em ambientes já naturalmente iluminados, dê preferência por lugares com janelas amplas e paredes claras.
Evite usar a função stand-by dos aparelhos
Nunca deixe os aparelhos ligados na tomada em “stand-by”, o famoso “modo espera” que permite ligar o equipamento diretamente. Não há necessidade de continuar consumindo energia se você não os está utilizando. Prefira tirar o eletrodoméstico da tomada quando não estiver em uso, mesmo que você não ache prático. Neste caso, a comodidade não compensa o desperdício.
Escolha lâmpadas LED
Mesmo que as lâmpadas LED sejam mais caras, a economia de longo prazo compensa os custos iniciais porque elas duram mais e consomem até 80% menos que as lâmpadas convencionais. Dê preferência sempre às lâmpadas de LED. Retire as lâmpadas fluorescentes compactas queimadas do bocal. O reator acoplado pode consumir energia, caso o interruptor esteja ligado.
Utilize a função “timer” das TVs
Evite dormir com televisores ligados. É um consumo de energia desnecessário. Se você já sabe que costuma pegar no sono assistindo à televisão, utilize a função “timer” ou “sleep”, presente na maioria dos modelos e programe o aparelho para que ele desligue sozinho.
Mantenha temperatura agradável do ar condicionado
Para economizar energia, não é preciso sofrer e desligar o ar condicionado no calor. Deixar o aparelho em uma temperatura estável refresca e ajuda a reduzir o valor das contas. Uma dica é regular o termostato para uma temperatura confortável, entre 23 e 25 graus.
Veja dicas para economizar energia durante tempo em casa devido ao novo coronavírus
Sem cortes
Em março, a Justiça de Pernambuco proibiu o corte de energia elétrica de consumidores residenciais durante o período de isolamento imposto pelas normas de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.
Ainda segundo a decisão da 3ª Vara Cível do Recife, as pessoas que ficaram sem luz por causa de falta de pagamento devem ter o serviço restabelecido, em todo o estado.
No dia 30 de junho, a prefeitura do Recife sancionou uma lei municipal que suspende o corte de água e energia elétrica durante 120 dias, devido à pandemia do novo coronavírus, A medida já entrou em vigor.
Pernambuco chega a 59.705 infectados e 4.894 mortes por Covid-19
Covid-19 em Pernambuco
Pernambuco confirmou, nesta quarta, 847 novos casos da Covid-19, além de 65 óbitos (veja vídeo acima). Com esse acréscimo, o estado totaliza 59.705 casos confirmados e 4.894 mortes de pacientes com a doença provocada pelo novo coronavírus, números que começaram a ser registrados em março, no início da pandemia.

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