Construção de caixa d’água em comunidade de Porto Alegre é afetada pela pandemia


Projeto ‘Miséria que Habita’ promove ações para oferecer moradia segura. Devido ao coronavírus, moradores da Vila Cantão, na Zona Sul da Capital, têm recebido apoio com alimentos e orientações sobre saúde. Registro de morador da Vila Cantão, na Zona Sul de Porto Alegre
Henrique de Campos/Miséria que Habita
A construção de uma caixa d’água para moradores da Vila Cantão, na Zona Sul de Porto Alegre, precisou ser paralisada após o avanço do coronavírus.
A localidade foi selecionada pela iniciativa Miséria que Habita, projeto do fotógrafo Henrique de Campos, que registra a realidade da vulnerabilidade social com objetivo de chamar atenção para as desigualdades.
“Já fizemos a captação, já fizemos o projeto, e assim que tivermos segurança, vamos construir uma caixa d’água. Estamos com essa obra que ainda nem se iniciou por conta da pandemia, mas está tudo certo”, conta o fotógrafo.
A ideia da ação, que conta com o apoio da ONG Vila Casarão, é tornar a habitação dos moradores mais digna e segura.
“Eles não têm água, precisam descer até outra vila e pedir para que moradores possam ceder água para eles cozinharem”, explica Henrique.
Enquanto as obras não avançam, ações de apoio, incentivo, orientação e doações seguem acontecendo. Na última semana, 40 famílias que moram na região receberam cestas básicas, máscaras e cobertores. Além disso, ainda foram feitos testes para Covid-19 nessa população.
Projeto aplica testes de Covid-19 e distribui alimentos na Vila Casarão, em Porto Alegre
Atuando desde 2018, o Miséria que Habita já captou imagens e apoia ações em periferias do Rio de Janeiro, São Paulo, Belém, Maranhão e no sertão de Pernambuco.
“A miséria ainda me dói muito. É uma coisa que a gente não se acostuma, nunca”, pontua Henrique.
A iniciativa apoiada em Porto Alegre é em uma comunidade composta majoritariamente por mulheres que moram com os filhos.
“A gente trabalha questões da saúde , da saúde mental e formas de coibir violência doméstica”, explica a pedagoga Denise Micelli, coordenadora dos atendimentos na ONG Casarão.

Para continuar ajudando a mudar realidades das mulheres da Vila Casarão e por todo o país, Henrique quer transformas as imagens que captou em um livro e documentário.
“O objetivo final é que 100% do eventual lucro, seja do livro, das exposições, dos documentarios, 100% vai ser revertido para pessoas que fizeram parte, que são personagens dessa história”, afirma o fotógrafo.

COM AGÊNCIAS

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