Com vazão abaixo da média, Rio Piracicaba tem nível de poluição três vezes acima do normal


Professor da Esalq explica que isso pode causar mortandade da vida aquática do manancial. Baixo nível do Rio Piracicaba expõe quantidade de sujeira
O nível do Rio Piracicaba (SP) está abaixo da média esperada para essa época do ano e, com isso, a poluição aumenta. De acordo com um especialista, o nível da poluição está cerca de três vezes maior do que quando o manancial está cheio.
Segundo o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) do estado, a vazão do rio na manhã desta terça-feira (15) estava em torno de 19 metros cúbicos por segundo. A média para esta época do ano é em torno de 58, ou seja, está 66% abaixo.
Além disso, o nível do rio também caiu como consequência do período de estiagem. Com isso, é possível notar muitas pedras expostas e bancos de areia que vão até quase o meio do rio, além de lixo e sujeira nas margens.
Plantas aquáticas aparentes que indicam poluição no Rio Piracicaba
Edijan Del Santo/EPTV
Professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Plínio Barbosa de Camargo fez a medição do índice de poluição e oxigênio da água, que apontou que o rio estava com a poluição em torno de 600 nesta terça. Há cerca de 15 dias, o valor era de 500 e, quando o rio está cheio, o índice varia entre 150 e 200.
“Esse valor está indicando exatamente que está se lançando dentro do rio uma grande quantidade de poluentes […] Ele é bastante prejudicial, pois pode subir demais e contaminar o ambiente. Aí vai ter uma matéria orgânica enorme, o oxigênio vai cair demais, vai chegar próximo de zero, e aí vai matar toda a vida aquática “, explicou Camargo.
A EPTV, afiliada TV Globo, percorreu alguns trechos do rio. Próximo ao local onde fica a captação do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae), é possível ver muito lixo. Em outros trechos, várias plantas aquáticas, que indicam a poluição, além de pneus, garrafas plásticas e vários outros objetos.
A Secretaria de Defesa do Meio Ambiente (Sedema) disse que o Pelotão Ambiental estuda a possibilidade de promover ações de limpeza no rio, em parceria com algumas entidades. Contudo, isso ainda não foi decidido.
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