Com nascimentos em baixa, taxa de crescimento vegetativo do RS atinge menor patamar

Dados apresentados pelo governo estadual indicam que há aumento no número de idosos e redução no número de jovens. Mulheres continuam sendo maioria da população gaúcha. Com nascimentos em baixa, taxa de crescimento vegetativo do RS atinge menor patamar

O Rio Grande do Sul registrou em 2019 o menor crescimento vegetativo desde o início da série histórica em 2000. No ano passado, a diferença entre o número de nascidos e de óbitos no estado resultou em um aumento de 45,4 mil habitantes, o que representa 0,40% de crescimento em relação à população de 2018.
Os dados foram apresentados na manhã desta quarta-feira (2) pelo Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG).
O estado tem atualmente cerca de 11.423.000 milhões de gaúchos, 47 mil a mais em relação a 2018. A expectativa é de que, se o ritmo se manter, em 2030 a população começará a reduzir.
A taxa de natalidade vem caindo desde 2015, a média era de 1,33 filhos por mãe. Atualmente, está em 1,18. A taxa de mortalidade segue alta, em 0,78.
O material destaca ainda as principais informações sobre o perfil da população por faixa etária, sexo e percentual de pessoas potencialmente ativas para atuação no mercado de trabalho.
“As estimativas populacionais por idade e sexo são fundamentais tanto para o Estado quanto para a iniciativa privada. O Estado precisa desses números para fazer o acompanhamento das taxas de matrícula e para distribuir o correto número de vacinas para cada região, apenas para citar dois exemplos. Já a iniciativa privada necessita para conhecer onde está o seu público-alvo, o que possibilita um melhor atendimento da demanda”, destaca o diretor do DEE, Pedro Zuanazzi.
Aumento de idosos e redução de jovens
Em relação ao ano de 2018, os dados mostram um aumento no número de idosos e redução no número de jovens no estado.
São Sepé (24,15%), Caçapava do Sul (23,08%) e São Lourenço do Sul (22,65%) são os municípios com maior percentual da população com 60 anos ou mais, enquanto a média do Rio Grande do Sul é de 18,19%.
As regiões do Vale dos Sinos e Paranhana concentram 8 dos 10 municípios (de população acima de 20 mil habitantes) com o maior percentual de moradores potencialmente ativos (entre 15 e 59 anos). Assim como em 2018, Dois Irmãos lidera o ranking, tendo 22.750 dos 32.913 habitantes nesta faixa etária (69,12%), seguido de Charqueadas (68,05%), Nova Hartz (67,70%), Parobé (67,50%) e Ivoti (67,35%).
Os municípios com menores percentuais da população entre 15 e 59 anos são Imbé (59,04%), São Sepé (59,51%), Santana do Livramento (59,78%), Tramandaí (59,79%) e Caçapava do Sul (59,83%).
Em todo Rio Grande do Sul, 7.221.167 pessoas estão na faixa etária hipoteticamente apta a produzir, o que representa 63,47% do total de habitantes.
As cidades que aparecem no topo do ranking de municípios com maior percentual de jovens são Capão da Canoa (24,06%), Tramandaí (22,93%) e Alvorada (22,19%).
“Geralmente, municípios de maior renda média atraem população por migração, predominantemente jovens, ao passo que têm uma taxa de fecundidade menor. Capão da Canoa, Tramandaí e Alvorada são exceções, pois apresentam taxas de migração positivas e taxas de fecundidade acima da média estadual”, ressalta Zuanazzi.
Mulheres são maioria
Assim como em 2018, em 2019 as mulheres seguem sendo a maioria na população gaúcha, com 100 pessoas do sexo feminino para cada 94,8 homens. Ao todo, as mulheres representam 51,33% dos habitantes do estado.
Entre os municípios com mais de 20 mil habitantes, Porto Alegre continua com o maior percentual de pessoas do sexo feminino (53,80%), seguida de Pelotas (52,96%) e Cruz Alta (52,83%).
Os municípios em que o percentual de homens é mais significativo são Charqueadas (59,73%), São Francisco de Paula (51,23%) e São José do Norte (51,08%).

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