Com dirigentes presos no Rio, Iabas administra mais de 80 serviços na saúde pública de SP

O Tribunal de Contas do Município (TCM) já apontou falhas na execução dos contratos da Iabas com a Prefeitura de São Paulo. Em 2017, um relatório do tribunal apontou que havia, em média, déficit de quase 20% nas equipes de médicos nas UBS administradas pelo instituto. A fiscalização encontrou, à época, uma UBS fechada e outra com estrutura insuficiente para a demanda.

Um ano antes, a Iabas chegou a ser condenada pela Prefeitura a pagar uma multa de R$ 740 mil, por ter usado recursos de um contrato que estava suspenso. À época, a entidade afirmou que não concordava com a cobrança, mas preferiu não entrar em uma batalha judicial contra o ressarcimento.

Além dos serviços no atendimento básico, a entidade é também responsável pela administração do Hospital Municipal da Bela Vista, na região central, de dois pavilhões no Hospital de Campanha do Anhembi, além de administrar leitos hospitalares emergenciais para a pandemia do coronavírus no Hospital Municipal da Vila Brasilândia, na zona norte.

No Rio, a Iabas chegou a assinar contratos para a administração de sete hospitais de campanha estaduais. Após ser alvo da Operação Placebo, no início de junho, o governador Wilson Witzel (PSC) determinou a intervenção nos hospitais, e retirou a Iabas da administração dos contratos.

Além de Rio e São Paulo, a entidade também mantém um contrato com o governo de Mato Grosso do Sul, onde gerencia sistemas de agendamento de consultas, disponibilidade de leitos hospitalares, e indicadores de qualidade. O contrato paga cerca de R$ 1,2 milhão por mês pelo serviço.

Prisões

Os dirigentes da Iabas presos nessa quinta são acusados de cometerem crimes de peculato e lavagem de dinheiro em contratos na área da saúde. A suspeita é de desvios de mais de R$ 6 milhões apenas com a Prefeitura do Rio, mas o grupo é investigado também por contratos com os governos estaduais do Rio de Janeiro e de Mato Grosso do Sul, além da capital paulista.

Em nota, a Iabas disse que está colaborando com as autoridades, e ressaltou “que mantém estritos padrões de comportamento ético e legal e que presta regularmente contas de suas ações aos órgãos de controle das entidades contratantes e aos Tribunais de Contas. Todas as suas prestações de contas relativas aos contratos com a Prefeitura do Rio foram aprovadas, apenas as informações de 2019 ainda estão sob análise”.

“O instituto aguarda o desenvolvimento das investigações para saber o que há de concreto nas ilações apresentadas pelo Ministério Público do Rio”, disse a Iabas.

Com Agências

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