Com 50% da frota em circulação, passageiros reclamam de lotação e higiene nos ônibus em Macapá


Usuários temem risco de contaminação pelo novo coronavírus. Empresas dizem que enquanto as aulas não retornarem, efetivo de metade dos veículos será mantido. Usuários do transporte público de Macapá denunciam lotação em horários de pico
As regras de distanciamento social tão essenciais para evitar o novo coronavírus têm uma exceção em Macapá: o transporte coletivo. O horário de pico, seja pela manhã ou no fim de tarde, obriga centenas de passageiros, a maioria trabalhadores, a se espremerem em ônibus, que, pela ausência de mais veículos, têm que comportar cada vez mais gente.
Seis meses após o 1º caso de Covid-19 na capital, quem necessita do transporte coletivo reclama dos riscos de contrair a doença e cobra também a maior disponibilidade de veículos.
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Atualmente, só 50% da frota está circulando, de acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setap). A entidade alega que com as aulas na rede pública ainda suspensas, não há como manter 100% dos veículos nas ruas.
Sem aulas na rede pública, empresas dizem não ter como manter 100% da frota
Rede Amazônica/Reprodução
Com metade dos ônibus em circulação, os riscos de contaminação se multiplicam e forçam várias situações de superlotação, como as registradas por passageiros da linha Renascer/Unifap, na manhã de quarta-feira (23).
“Hoje são 23 de setembro de 2020, essa é a condição da linha Renascer/Unifap, que sai do Renascer, segue pelo Perpétuo Socorro e vai até a Unifap. Olha a condição de lotação desse ônibus, a quantidade de pessoas”, lamenta um usuário.
Manicure Maria Francisca Silva disse que superlotação acontece toda manhã
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Como se não bastasse a lotação, a falta de higiene e também a demora nas paradas são outros problemas. Esses últimos dois já vinham desde antes da pandemia, contam os passageiros.
“Já passei de 1 hora, 1 hora e pouco esperando na parada. Quando vem já vem lotado. Principalmente de manhã, de 6 horas, 7 horas. O Renascer todo tempo é lotado, e demora. Uma vez eu desisti na parada e voltei para casa”, contou a manicure Maria Francisca Corrêa.
“Eu não vejo a limpeza deles, como é só um e é rápido que eles param, eu não vejo. O álcool, não dão”, relata a estudante Sabrina de Paula.
Estudante Sabrina de Paula diz que não vê métodos de higiene nos coletivos
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Sobre a linha Renascer/Unifap, a Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac) informou que notificou a empresa que atua no itinerário e estabeleceu prazo de 72 horas para que sejam prestados esclarecimentos.
A companhia alertou ainda que denúncias sobre irregularidades podem ser feitas através do telefone (96) 98100-0799.
O Setap alega que enquanto as aulas não retornam, as empresas podem se adequar para minimizar os problemas, como a realocação de horários de linhas para garantir maior cobertura.
“Hoje nós temos de 48% a 52% circulando. Enquanto não voltarem as aulas nós não temos condições de retornar 100% da frota, 40% do volume de passageiros é estudante. O que pode ser feito é adequação nos horários de maior pico nos trajetos mais longos, a gente coloca um volume maior de ônibus e principalmente fica atento nos horários de pico”, explica Renivaldo Costa, porta-voz do Sindicato.
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