Cobertura vacinal para difteria está abaixo da meta no DF; veja onde se imunizar


Doença causa infecção no nariz e garganta; último caso confirmado foi em 2009. Intenção é alcançar 95% de proteção; adultos e crianças devem receber doses da pentavalente. Vacina contra difteria
Agência Saúde/Divulgação
Com 76,9% de cobertura vacinal para difteria – doença que causa infecção no nariz e garganta –, o Distrito Federal está abaixo da meta estabelecida pelo Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, de 95%. De janeiro a abril de 2019, a taxa de pessoas imunizadas era de 90,5%.
Veja endereço das salas de vacinação no DF
De acordo com a Secretaria de Saúde, o caso mais recente de suspeita da doença no DF foi em 2019. No entanto, a infecção foi descartada após a investigação epidemiológica. O último caso confirmado foi em 2009.
A difteria é uma doença transmissível – por meio da bactéria Corynebacterium diphtheriae – que pode ser confundida com uma dor de garganta, mas quando não tratada, pode levar à morte (veja sintomas mais abaixo).
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Vacina para adultos e crianças
A forma mais eficaz de prevenir a infecção é com uso da vacina, a pentavalente, que também previne contra tétano, coqueluche, hepatite B e bactéria Haemophilus influenza tipo B. As doses são gratuitas, estão disponíveis em todas as salas de vacinação e fazem parte do calendário vacinal.
As crianças devem receber as três doses da vacina pentavalente ainda nos primeiros anos de vida:
Crianças: aos 2, aos 4 e aos 6 meses de vida e dois reforços com a DTP (tríplice bacteriana – difteria, coqueluche e tétano), aos 15 meses e aos 4 anos de idade.
Adultos: devem tomar um reforço da DTP a cada 10 anos.
Sintomas
A bactéria causadora da difteria costuma se alojar em amígdalas, faringe, laringe, fossas nasais e, ocasionalmente, em outras partes do corpo, como pele e mucosas. A pessoa infectada apresenta placas de cor branca acinzentada – que, dependendo do tamanho e de onde estão localizadas, podem provocar dor de garganta.
Nos casos mais graves, podem surgir inchaços no pescoço e gânglios linfáticos, com aspecto de pescoço taurino.
Como os sintomas podem aparecer depois de seis dias da infecção, é preciso ficar atento ao quadro de infecção aguda, com presença de placas ocupando as amígdalas e outras partes da garganta. O sintomas prováveis são:
Dor de garganta – por vezes discreta
Gânglios inchados no pescoço
Palidez
Fraqueza
Febre não muito elevada – no entanto, temperaturas altas não afastam o diagnóstico
Apesar de os sintomas parecerem brandos, é preciso buscar atendimento médico o mais rápido possível, para evitar complicações como dificuldade respiratória, problemas cardíacos, neurológicos e renais. Os sintomas podem levar à morte se não tratados a tempo.
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As salas de vacina também aplicam as doses contra o sarampo. A campanha de vacinação para adultos, no Distrito Federal, foi prorrogada até o dia 31 de outubro. O prazo inicial era 31 de agosto, no entanto, segundo a Secretaria de Saúde, apenas 5,6% do público alvo foi imunizado até 27 de agosto, o que levou a pasta a ampliar a data.
Os médicos explicam que todas os adultos devem tomar a dose extra da vacina tríplice viral, mesmo que já a tenham sido vacinados. “A medida é necessária para eliminar a circulação do sarampo no Brasil, pois a principal medida de prevenção e controle da doença é a vacina”, dizem os infectologistas.
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