Cidasc alerta população sobre pacotes de sementes vindos de outros países

Sementes em pacotes pequenos vindos de países do Oriente estão sendo direcionados à população brasileira nos últimos dias. Por conta disso, a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) tem orientado para não abrir esse tipo de encomenda e acionar o órgão imediatamente.

Sementes oriundas de países do Oriente são enviadas à população – Foto: Gabriel Zapella/Divulgação

Conforme a Luciane de Cássia Surdi, presidente da Cidasc, essas sementes de diferentes espécies vegetais não estão autorizadas a entrar no país, pois não há a devida fiscalização e verificação do destinatário. A orientação é que, ao receber pacotes sem a devida procedência é que comuniquem por meio do 0800-644-6510 ou (48) 3665 7300 (WhatsApp).

“Temos que destruir essas sementes que estão sendo recebidas, pois podem afetar lavouras e principalmente a saúde do ser humano, pois não sabemos a procedência. São sementes, como por exemplo, de girassol, de citrus e até de eucalipto, por isso é importantíssimo que a pessoa que receber essa encomenda não abra e nos comunique”, comenta a presidente.

Apesar de parecerem inofensivas, as sementes clandestinas podem estar contaminadas e disseminar pragas e doenças e, assim, causarem sérios prejuízos econômicos e danos do ponto de vista da defesa sanitária vegetal.

Além disso, o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), órgão que fiscaliza a entrada de material de multiplicação vegetal sem importação autorizada no Brasil, também já fez um alerta para que a população tenha cuidado e não abra os pacotes e encomendas sem o devido conhecimento.

 

Primeiro relato em Santa Catarina

O primeiro caso de recebimento deste tipo de embalagem em Santa Catarina foi registrado em Jaraguá do Sul. A pessoa realizou a compra de um objeto de decoração através da internet e ao receber a encomenda, recebeu também outro pacote contendo duas embalagens com as sementes clandestinas.

Já ciente desta ação em outros países, o cidadão procurou a SAR (Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural) que acionou a Cidasc para realizar o recolhimento das sementes.

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