‘Ciclone bomba’ afunda duas lanchas e sete barcos no litoral de SP

O comandante da Guarda Civil Municipal (GCM) Thiago Cosme confirma que a força da água estourou as cordas que prendiam os barcos, fazendo com que batessem um no outro e afundassem. Ao passar pelo local, a equipe da GCM prestou apoio com iluminação e pulou na água com pescadores para tentar segurar as embarcações. A Prefeitura também enviou equipes para ajudar.

O incidente ocorreu por volta das 20h, no píer localizado ao lado do Mercado de Peixe Municipal, no Centro da Cidade. Segundo o pescador Nelson De Lara, mais conhecido como ‘Periquito’, de 55 anos, após a onda, os barcos maiores bateram na ponte do Rio Preto e a força da água fez com que quebrassem a casa de máquinas, os levando ao fundo.

“Tivemos grande perda material, os barcos eram todos de pesca. Eu dependo disso e agora serei muito prejudicado. Já andava difícil por conta da pandemia, imagina agora. Todos que perderam os barcos só vivem da pesca. Foi um desespero. É uma vida construindo para perdermos as embarcações do nada. Em mais de 40 anos, essa é a primeira vez que vejo uma correnteza causar tanto estrago. Tinha acabado de chegar em casa quando recebi a notícia. Não sabemos o que fazer, estamos à deriva”.

Em São Paulo, o “ciclone bomba” trouxe frente fria e provocou rajadas de vento de mais de 50 km/h na capital paulista.

Meteorologista explica sobre o "Ciclone Bomba" e os efeitos dele em SP

Meteorologista explica sobre o “Ciclone Bomba” e os efeitos dele em SP

‘Ciclone bomba’ no Sul

Um ciclone extratropical intenso, também conhecido como “ciclone-bomba”, causou pancadas de chuva e vento forte no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná nesta terça (30).

O fenômeno acontece quando há queda de pressão atmosférica em uma velocidade rápida. Embora esteja mais forte no Sul do país, pode ter influenciado nos ventos fortes registrados em parte do Sudeste.

Em Santa Catarina, fortes temporais que atingiram o estado provocaram a morte de três pessoas e deixaram estragos em todas as regiões. Árvores foram derrubadas e muitas casas destelhadas. Os ventos chegaram a 120 km/h durante a tarde, de acordo com a Defesa Civil.

O interior do Rio Grande do Sul também estragos provocados pela forte chuva e um homem morreu soterrado. Além disso, os portos estão com atividades interrompidas devido à previsão de ventos de 120 km/h e mais de 700 mil clientes estão sem energia.

No Paraná, ventos de quase 100 km/h derrubaram árvores e deixaram imóveis de Curitiba sem energia elétrica. O telhado de um conjunto habitacional também foi arrancado com a força dos ventos.

Ciclone pode provocar rajadas de vento no Centro-Sul do país nesta quarta-feira

Ciclone pode provocar rajadas de vento no Centro-Sul do país nesta quarta-feira

COM AGÊNCIAS

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