China isola cidade de 3,5 milhões de pessoas com o “mais difícil de todos” os bloqueios contra o coronavírus

A China isolou uma cidade de 3,5 milhões de pessoas com o “mais difícil de todos” os bloqueios contra o coronavírus, em meio a temores de uma segunda onda da doença, afirma uma reportagem do britânico “The Sun”. Urumqi, capital da região de Xinjiang, registrou 17 novos casos de Covid-19 entre quinta e sexta-feira, depois de cinco meses sem nenhum registro. Seis das 17 pessoas apresentaram sintomas.

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Por isso, os serviços de metrô foram suspensos na quinta-feira e mais de 600 vôos regulares do aeroporto internacional – equivalente a mais de 80% do total do dia – foram cancelados, segundo dados da Variflight, empresa de tecnologia da informação especializada em serviços de aviação civil.

As companhias aéreas Juneyao Airlines e Shenzhen Donghai Airlines anunciaram nesta sexta-feira que todos os passageiros que viajam desde e para Urumqi devem apresentar resultados negativos de testes para o coronavírus realizados nos últimos sete dias, de acordo com o jornal chinês “Global Times”.

A Chinese Eastern Airlines já havia informado que todos os passageiros que planejam voar para Xinjiang deverão mostrar resultados negativos de exames para Covid-19 realizados nos últimos sete dias e um cartão de saúde verde – documento indicando que a pessoa não precisa ficar em quarentena e pode viajar livremente. Além disso, os serviços de ônibus em um distrito vizinho de Urumqi foram suspensos e todos os trabalhadores deverão ser submetidos a testes de coronavírus, segundo a mídia local.

“Devemos interromper firmemente o canal de transmissão, focar nas principais pessoas e áreas-chave, tomar as medidas mais determinadas, decisivas e mais estritas para garantir que todas as investigações e inspeções sejam conduzidas para conter a propagação da epidemia”, declarou o Partido Comunista de Xinjiang na quinta-feira.

As autoridades se comprometeram a “implementar estritamente medidas de provisão e controle”, monitorando quem entra na região. Comunidades altamente populosas também serão monitoradas. “Precisamos fortalecer o controle de locais lotados, o gerenciamento de redes de comunidades e aldeias e realizar exames rigorosos nas clínicas e hospitais”, afirmou o governo.

Xinjiang havia relatado um total de 76 casos Covid-19 desde janeiro, mas a região parou de ter registros em fevereiro, lembra o “The Sun”. A China continental confirmou nesta sexta-feira 83.622 casos, com 4.634 mortes.

Com Agências

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