Chefe da União Europeia critica ‘zonas livres de LGBTs’ da Polônia


Uma cidade polonesa se declarou como uma ‘zona livre de ideologia LGBT’. A União Europeia bloqueou uma verba que era destinada ao município. O ministro da Justiça da Polônia disse que o país iria dar dinheiro ao governo local para compensar. Agora, líder da UE diz que a proposta não tem local no bloco. Imagem do dia 7 de agosto mostra ativista em carro da polícia para protestar contra a detenção de um homem em Varsóvia, na Polônia
Czarek Sokolowski/AP
A União Europeia deverá intensificar a pressão na Polônia, onde o governo apoiou uma cidade que instituiu “zonas livres de LGBTs”. Nesta terça-feira (16), a chefe-executiva da União Europeia afirmou que no bloco econômico não pode haver algo dessa natureza.
“Zonas livres de LGBTs são zonas livres de humanidade. E elas não têm lugar na nossa União”, disse Ursula von der Leyen em um discurso no Parlamento Europeu.
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No mês passado, o ministro da Justiça da Polônia disse que o governo do país iria dar dinheiro uma cidade tinha perdido uma verba da UE depois de se declarar uma zona livre de “ideologia LGBT”.
Von der Leyen afirmou que o bloco vai apresentar uma estratégia para fortalecer os direitos LGBT na região.
Reconhecimento de casamentos
Nem toda a União Europeia tem legislação para casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Por exemplo, duas mulheres podem reconhecidas como mães na França, mas não recebem o mesmo tratamento na Polônia.
A chefe-executiva pretende forçar os governos a reconhecer o vínculo reconhecido em um outro país. “Se a pessoa é parente em um país, é parente em todos [do bloco].”
Discriminação
A Polônia e a Hungria se beneficiam de doações da União Europeia, mas os governos dos dois países têm discordado do bloco.
Um dos temas é a tentativa, por parte desses governos nacionais, de controlar tribunais e juízes, mídia e acadêmicos, organizações não-governamentais e grupos de direitos humanos
O próximo orçamento conjunto da União será condicionado à observação de valores democráticos. A questão pode dominar a agenda política dos próximos meses. A discussão deverá ser centrada no mecanismo para desbloquear a verba aos países.
O orçamento é de um trilhão de euros para os anos de 2021 a 2027, e há um novo fundo de recuperação econômica no valor de 750 bilhões de euros adicionais para ajudar a reparar os danos econômicos causados pelo coronavírus.
Antissemitismo
Von der Leyen também criticou o aparecimento de efígies carnavalescas antissemitas, uma ocorrência regular em lugares como a Bélgica, onde o desfile de Aalst foi retirado da lista das Nações Unidas de eventos culturais reconhecidos por acusações de racismo
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