Chapman cita ‘esterilização’ de uigures, e embaixador chinês diz que ele ataca com ‘mentiras’

Embaixadores de EUA e China no Brasil trocaram farpas pelo Twitter. Embaixada dos EUA também publicou que China paga cientistas que levam conhecimento de forma secreta ao país.
Os embaixadores dos EUA e da China no Brasil trocaram acusações pelas redes sociais depois que o Departamento de Estado americano divulgou um relatório que aponta suposta campanha de esterilização em massa de mulheres da etnia uigur.
Todd Chapman, chefe da embaixada americana em Brasília, replicou o documento em sua conta no Twitter na sexta (10), enquanto o embaixador chinês Yang Wanming respondeu neste domingo (12).
Os uigures são uma etnia majoritariamente muçulmana que vive no oeste da China, principalmente na província de Xinjiang.
Segundo o documento do governo americano, a suposta esterilização seria parte de uma repressão conduzida pelo Partido Comunista Chinês a uigures e outras minorias étnicas em Xinjiang.
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Na sexta, ao replicar o relatório em sua conta no Twitter, Chapman escreveu: “Esterilização em massa de mulheres uigures pelo Partido Comunista Chinês — silêncio não é uma opção”.
Neste domingo, o embaixador chinês rebateu as acusações e disse que Chapman veio ao Brasil com a “missão especial” de “atacar a China com boatos e mentiras”.
“Olha, esse homem vem ao Brasil com a missão especial, que é atacar a China com boatos e mentiras, aconselhamos que pare de fazer atividades desse tipo e faça bem o seu trabalho o que facer (SIC). Uma formiga tenta derrubar uma árvore gigante, ridiculamente exagerando em sua capacidade”, escreveu Wanming.

Com Agências