CAS reverte suspensão de competições europeias imposta ao Manchester City

A suspensão de dois anos das competições europeias imposta ao Manchester City foi revertida pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) nesta segunda-feira, o que permite que o clube participe da próxima edição da Liga dos Campeões.

A CAS determinou que o City não violou as regras de Fair Play Financeiro (FFP) disfarçando o financiamento de ações como patrocínio. A principal corte do esporte também reduziu uma pena imposta ao time por não cooperar com a Uefa de 30 milhões de euros para 10 milhões.

“A maioria das supostas violações relatadas pela Câmara Adjudicatória do CFCB (Organismo de Controle Financeiro dos Clubes da Uefa) ou não foi estabelecida ou prescreveu”, disse a CAS em um comunicado.

Em fevereiro, a Uefa, entidade que comanda o futebol europeu, determinou que o City cometeu violações graves do FFP e não cooperou com sua investigação.

Ficar de fora da Liga dos Campeões teria custado ao City, que negou qualquer irregularidade, o equivalente a até 126,02 milhões de dólares de prêmios em dinheiro e rendas de transmissão, além de bilheteria e outras receitas.

Os regulamentos do FFP são concebidos para impedir que os times acumulem muitas dívidas em gastos com jogadores. Eles também fazem com que acordos de patrocínio se baseiem em seu verdadeiro valor de mercado e sejam acordos comerciais genuínos —e não maneiras de os proprietários injetarem dinheiro em um clube para driblar as regras.

A CAS disse que seu veredicto completo, com detalhes do caso e da decisão, será publicado nos próximos dias.

“Embora o Manchester City e seus conselheiros legais ainda tenham que analisar o veredicto completo da Corte Arbitral do Esporte (CAS), o clube saúda as implicações do veredicto de hoje como uma validação da posição do clube e do conjunto de indícios que conseguiu apresentar”, disse o City em um comunicado.

“O clube deseja agradecer os membros da câmara por sua diligência e pelo devido processo legal que administraram”, acrescentou o time inglês.

A Uefa havia dito que o City cometeu “violações graves” da regra do FFP em informações que lhe submeteu entre 2012 e 2016, mas o Artigo 37 das regras de procedimento da própria entidade relativas à CFCB afirma que “um processo fica proibido depois de cinco anos de todas as violações das regras de Licenciamento de Clube e do FFP da Uefa”.

A Uefa disse que continua comprometida com o Fair Play Financeiro.

Com Agências

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