Cartão vermelho

O advogado e candidato a vice-prefeito Fernando Rodrigues corrige a nota “Abandono“, de anteontem no Blog, e garante que o vice-presidente do PL municipal Edjalma Matos não pediu desfiliação do partido, mas foi expulso das fileiras liberais. “A decisão foi da comissão executiva do partido. Estamos observando os trâmites legais, e faremos a comunicação para a Justiça Eleitoral nos próximos dias”, completa.

De acordo com Rodrigues, o ex-coordenador da campanha de Adalto Gomes (PL) à prefeitura de Tijucas estava negociando, sem autorização da executiva, com outro grupo de oposição. Matos, segundo o advogado, tentou reiteradamente “vender” a desistência dos liberais do pleito majoritário. “Chegaram a nos oferecer o custeio de todas as nossas despesas até o momento para desistirmos. Lógico que rejeitamos essa proposta absurda. E ele (o ex-coordenador), com a nossa negativa, passou a influenciar os candidatos a vereadores do PL e do Republicanos a retirarem as candidaturas. Por isso, decidimos expulsá-lo”, esclarece o candidato a vice-prefeito.

Se o vice-prefeito Adalto Gomes (PL) já disputaria a eleição majoritária de Tijucas com estrutura e base de apoio enxutas, as dificuldades da campanha podem ter sido amplificadas consideravelmente no fim de semana. Vice-presidente do PL municipal, o coordenador do projeto eleitoral do adjunto tijuquense Edjalma Matos abandonou a cruzada e assinou pedido de desfiliação do partido ontem.

Com ele, saíram, ainda, dois candidatos a vereadores liberais e mais dois filiados ao Republicanos, que devem trabalhar em campanha paralela, sem suporte a Gomes e ao advogado Fernando Rodrigues (PL) no pleito majoritário. Os desentendimentos envolveram, sobretudo, a escassez de recursos do PL, prometidos pela cúpula estadual da legenda e não direcionados ao diretório da Capital do Vale.

Por intermédio do vice-prefeito Adalto Gomes (PL) e do vice-presidente do PL em Tijucas, Edjalma Matos (E), o senador Jorginho Mello (PL-SC) destinou à Secretaria de Saúde do município, em emenda parlamentar, R$ 200 mil. A visita do auxiliar parlamentar Heleno Orlandino Martins (D), hoje, à Capital do Vale, oficializou o desígnio do recurso.

De acordo com Matos, cerca de R$ 1 milhão em emendas do gabinete do congressista liberal estariam programados para entrar no caixa do município nos próximos meses. Jorginho Mello deve vir a Tijucas na próxima semana, para cumprir agenda com o vice-prefeito e correligionários locais.

Chegou, entrou, abriu a geladeira e já deitou na cama. O vice-prefeito Adalto Gomes (D) está se sentindo em casa no PL. Desde que assumiu a presidência do partido em Tijucas, não parou de confabular com líderes da legenda. Nesta tarde, a propósito, esteve na Assembleia Legislativa — acompanhado do vice-presidente municipal do PL, Edjalma Matos — para cumprir agendas com os deputados estaduais Maurício Eskudlark (C) e Nilso Berlanda.

As conversas com a cúpula liberal, embora embasadas na obtenção de recursos para benfeitorias públicas, têm uma razão extraordinária. Gomes ostenta garantias de suporte da executiva catarinense para o pretenso projeto de candidatura majoritária em 2020 na Capital do Vale. As promessas foram reafirmadas pelo senador Jorginho Mello (PL-SC), que comanda o diretório estadual, no evento que oficializou o ingresso do adjunto tijuquense nas fileiras do PL, no fim de agosto.

Quem cobra maior participação de mulheres na política precisa atentar ao projeto do PRP de Tijucas, prestes a ser instituído no município. Pode ser chamado, também, de ala feminina do PSL – já que a futura presidente, Ana Maria Costa, é esposa do vice-presidente dos sócios-liberais, Edjalma Matos -, mas não se nega o arrojo da proposta: apenas mulheres integrarão o partido na Capital do Vale.

Para a cerimônia de instituição do PRP na cidade, nas próximas semanas, em referência à bandeira que a agremiação pretende defender em Tijucas, o comando do partido planeja receber as vereadoras Elizabete Mianes da Silva (PSD), Fernanda Melo (MDB) e Maria Edésia da Silva Vargas (PT), que representam a mulher tijuquense na Câmara.

Quem acha que a ex-vereadora Lialda Lemos – autora da denúncia, em 2015, contra servidores do Legislativo tijuquense e vereadores que culminou na polêmica Operação Iceberg – está aposentada da política, engana-se. De olho na direção do Patriota na Capital do Vale, um grupo de mulheres planeja tolher Renato SartoriEdjalma Matos do controle do partido e encorpar a linha de frente com a ex-tucana.

Há conversas em andamento. Em mensagem de áudio no WhatsApp, que vazou a partir de uma discussão interna, uma das líderes do movimento – Bernadete Stulp, que alimenta o perfil “A Voz do Interior” no Facebook – comenta: “se a gente vai ter a Lialda junto com a gente, imagina o peso que a gente vai ter!”. Pois, então?!

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