A Califórnia tornou-se nesta quarta-feira (23) o estado norte-americano com o maior número de casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2), confirmam os dados estaduais e do Centro Universitário Johns Hopkins.

Com dois dias seguidos de recorde, com mais de 12 mil novos registros, a Califórnia atingiu 421.286 contaminações – bem à frente dos 408.886 de Nova York, o primeiro epicentro da pandemia nos Estados Unidos. Depois dos dois, aparece a Flórida (379.619) e Texas (363.615). A situação dos californianos é bastante diferente dos nova yorkinos. Isso porque, o segundo conseguiu controlar o avanço da doença com a implantação de duras medidas restritivas por um longo tempo. Já a Califórnia – assim como a Flórida e o Texas – cederam à pressão do presidente Donald Trump e anteciparam a reabertura, já que a pandemia parecia controlada.

Em números, Nova York registrou 4.880 casos entre 14 e 21 de julho. A Califórnia registrou quase 63 mil no mesmo período. No entanto, o governo diz que o avanço das novas infecções ocorre por conta do maior tamanho da população – quase 20 milhões em NY e 39,5 milhões na Califórnia. A contaminação por número de habitantes também é maior no estado do norte, com 2.081 a cada 100 mil moradores contra 1.046 a cada 100 mil habitantes.

As mortes são maiores em Nova York, com mais de 25 mil – número três vezes maior do que na Califórnia.

Essas diferenças, segundo especialistas, podem ser explicadas pelo fato de que, quando a Covid-19 chegou a Nova York, ainda se sabia muito pouco sobre seu avanço, dado que era ainda fevereiro. Os demais estados também tiveram mais oportunidades de ampliar os serviços sanitários e se equipar de maneira melhor para evitar uma sobrecarga nos hospitais.

Segundo a Johns Hopkins, quando comparados os estados pelo mundo, apenas São Paulo tem mais casos do que a Califórnia. O território paulista tem 439.446 confirmações em dados atualizados até esta quarta-feira.