Cachalote que encalhou em praia de Imbituba e foi transportado às pressas morre em Florianópolis

A cachalote-pigmeu (Kogia breviceps) que estava em reabilitação no CePRAM/3Animal (Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos) morreu na manhã desta quarta-feira (21).
O animal foi transportado na terça (20) e, após a morte por uma parada cardiorrespiratória, foi encaminhado para necropsia para identificação do motivo do encalhe e da morte, com resultado previsto para os próximos dias. Até então, haviam os riscos de desidratação, em virtude da baleia ter ficado muito tempo fora d’água.
“Ela nadava bastante e tentava mergulhar, sem a necessidade de contenção. No início da manhã, ela foi hidratada e medicada”, explica a responsável técnica do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), médica veterinária Marzia Antonelli.
O cetáceo, parente das baleias e dos golfinhos, estava sendo monitorado e hidratado 24h por dia dentro de uma piscina específica com acompanhamento.
O animal recolhido e levado para Florianópolis era uma fêmea de aproximadamente três metros de comprimento e 370 kg, e é de uma espécie que vive em águas profundas em mares temperados, tropicais e subtropicais, dificilmente aparecendo nas praias.
Para o oceanólogo Emanuel Ferreira, gerente do PMP-BS/R3 Animal, apesar do ocorrido, a experiência que fica vai contribuir para o auxílio em encalhes futuros e na preservação da espécie.
“Só o fato de conseguirmos transportar e manter vivo por mais de 24 horas um animal deste porte, já é uma conquista. A reabilitação de cetáceos é algo muito difícil e complexo. Temos certeza que investimos todos os esforços e conhecimentos para proporcionar o bem-estar do animal durante o tratamento”, avalia.

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