“A hidroxicloroquina tá proibida. Se não tem alternativa, por que proibir? ‘Ah, não tem comprovação científica que seria eficaz’. Mas também não tem comprovação científica que não tem comprovação eficaz. Nem que não tem nem que tem”, disse o presidente Bolsonaro, absolutamente enrolado.

E ele continuou: “Agora, é uma realidade. Tem muita gente que toma [sem dizer quem, nem com base em qual estudo] como no meu caso, no dia seguinte, tá novo. Foram embora os sintomas. E tem estudos da [incompreensível] Por que negar? Não tem outra alternativa. Agora, imagine daqui a algum tempo, porque vai ter comprovação científica mais cedo ou mais tarde, diga que a hidroxicloroquina é eficaz nesse caso. E aqueles que proibiram em seus estados e municípios, quantas mortes poderiam ser evitadas?”, disse Bolsonaro.

E fez questão de frisar (talvez a melhor parte de seu discurso): “Não sou médico, não recomendo nada a ninguém. Recomendo o seguinte: procure um médico”, disse.

A defesa do remédio foi feita exatamente no dia em que o Brasil registrou a marca de mais de 2 milhões de casos do novo coronavírus, e mais de 75 mil mortes pela doença. E hoje também saiu um novo estudo da Universidade de Oxford, da Inglaterra, que associou o uso da hidroxicloroquina ao agravamento do quadro e morte de 1,5 mil pacientes internados com a covid-19.

O ator Gregório Duvivier fez um dos melhores comentários sobre o enrosco do presidente: “os responsáveis por dizerem se o remédio funciona não disseram que ele funciona mas também não disseram que ele não funciona então pode ser que ele funcione já que não disseram que ele não funciona”, afirmou.

Nas redes sociais, muitos foram os comentários e críticas sobre o discurso confuso de Bolsonaro sobre o uso da hidroxicloroquina. Confira:

Assista ao vídeo na íntegra:

Live Semanal – 16/07/2020

Posted by Jair Messias Bolsonaro on Thursday, July 16, 2020

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