‘Blindagem’ marca operação da PF no Centro Administrativo

Após o cumprimento dos mandados de busca e apreensão no Centro Administrativo do Estado de Santa Catarina, o movimento no local foi tranquilo no fim da manhã e início da tarde desta quarta-feira (30).

Manhã foi de pouca movimentação no “pós-operação” no Centro Administrativo – Foto: Ian Sell/ND

A reportagem do ND+ esteve no local por pouco mais de duas horas, entre 11h e 13h30, acompanhando a movimentação de funcionários e servidores do governo. Não foi permitido o registro de imagens dentro do prédio, tampouco o acesso ao gabinete do governo.

O governador Carlos Moisés da Silva (PSL), principal alvo da operação, não esteve no prédio durante o período observado, nem mesmo pessoas ligadas ao chefe do Executivo estadual.

Baixa movimentação

Durante o período, poucos funcionários deixaram o prédio e foram caminhando rumo a restaurantes próximos à sede. Passado o horário, os mesmos funcionários retornaram. Não houve nenhuma movimentação diferente da habitual.

Poucos funcionários entraram e saíram do prédio durante o período observado pela reportagem – Foto: Ian Sell/ND

O baixo movimento é explicado pelo fato de vários colaboradores seguirem trabalhando de forma remota.

O Centro Administrativo é a sede administrativa do governo do Estado, e um dos locais para onde o governador poderia se deslocar durante esta quarta-feira.

Operação

A operação teve início logo após as 7h, havendo movimentação de quatro viaturas da Polícia Federal bloqueando o acesso ao local. A reportagem da NDTV esteve lá após às 9h, e já não havia movimentação policial no local.

Conforme apuração do colunista Moacir Pereira, do Grupo ND, os policiais estiveram no gabinete do governador, que fica ao lado do gabinete do secretário da Fazenda, Paulo Eli, no prédio principal do Centro Administrativo.

Carlos Moisés reforçou a confiança na Justiça em coletiva nesta quarta-feira – Foto: Eduardo Cristófoli/NDTV

O governo do Estado se manifestou oficialmente informando que um celular e um computador foram entregues na Casa da Agronômica. A reportagem entrou em contato com a Polícia Federal, no entanto, não foi especificado o que teria sido levado da sede administrativa.

A operação desta quarta-feira é um desdobramento da operação Oxigênio deflagrada no mês de março. O objetivo é apurar a comprar dos 200 respiradores fantasmas que custaram R$ 33 milhões aos cofres públicos. Eles seriam usados para o tratamento de pacientes infectados pela Covid-19, no entanto, estes aparelhos nunca chegaram.

O Ministério Público busca elementos para ligar ou não o governador à autorização desta compra, ou mesmo à liberação do pagamento antecipado.

São investigados os crimes de fraude à licitação, peculato, corrupção, concussão, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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