Beltrano – Edição 745

Com a urna feito um pinico

Extra! Extra! Você, palhocense, gabiru de fora, não confunda Furadinho com Cova Funda! Você tem dúvidas que o consomem? Como por exemplo: se quem não tem mão é maneta e quem não tem perna é perneta, o que seria a pessoa que não tem punho?! Não responda… Rá, rá, rá, rá…

Para não fugir da linha de pensamento, pois uma eleição se aproxima, apresento a vocês uma adaptação para as eleições municipais do “Poema da Cacaca”:

Porque nos julgamos dignos de um bom relato
Por essa exposição, senhores candidatos
Por isso viemos até vós, humildemente
Numa toada triste e complacente
Pedir a Deus e à lei que não permitam deslizes
Pra que possamos continuar sonhando
Que o nosso voto afastará esse vírus e a crise!

Senhores: se em vão clama o Brasil inteiro
Não precisa a eleição de políticos embusteiros
Daqueles que sujam fraldas até a camisa
E assim, só nos sobra a matéria orgânica
De que o povo brasileiro não precisa
Mesmo Santa Catarina sendo delgada, nossa memória é fraca
Pois a matéria em questão chama-se cacaca!

É bom que se diga e não se repita: não precisamos de bosta, senhores candidatos e candidatas, nem junto dela os santinhos com os seus retratos!

Se os membros inferiores dos partidos políticos
Acham que para o eleitor o mundo está perdido
Se é tão pobre esse sentimento que os anima
Que não venham nos cagar de baixo a cima
Nos apresentem candidatos com propriedade
Para que não continuem cagando em nós, por maldade!

Pedimos aos senhores que vão legislar
Que quando tiverem vontade de evacuar
Não venham ao povo solícitos, calados
Que busquem um lote baldio, desocupado
Abaixem suas calças e agachem em sossego
Ajeitem bem a bunda, aprumando o rego
E com o reflexo da urna tapando um espelho
Espremam-se, por favor, até ficarem vermelhos!

O eleitor em vocês depositará seu destino…
Então, comprimam, apertem bem os intestinos
E se, por acaso, lhes escapar um pum, não se importem
Quem sabe se ao cheirá-lo nos dê sorte…
Comprimam as nádegas, não abortem tal esperança
Unam-se, todos, numa grande aliança
Assim se evitaria a cagança, e como num concurso
Poderíamos distinguir seus puns dos seus discursos!

Não falem mais nada, senhores candidatos. Temos certeza!
A política é a fonte de toda essa merdeza
Pois está na força desta grande panela
E na bosta grudenta que depositamos nela!

Ah, é tanta bosta grossa e fina se dizendo bosta boa
Que as urnas aqui e ali, feito pinico, abençoa.
Mas o mais humilhante é saber que todos vós
Vão andando e cagando sem nunca pensar em nós!

Se querem fomentar toda essa feiura
Chega de tanto político com soltura
Daremos nosso voto em larga escala
Se, pelo menos, nos oferecessem uma bostinha rala!

O que mais nos revolta é essa bostarada toda
Pois mesmo a bosta precisa ter qualidade
Ter forma, mesmo normal ou esquisita
Desde os cagalhões às simples caganitas,
Da pequena poia à grande bosta
É triste saber que é de bosta que muita gente gosta!

O eleitor não precisa de tanta bosta assim,
Senhores candidatos a vereador e prefeito:
O povo quer apenas uma cidade limpa e tranquila
Para que possa, enfim, também evacuar direito.

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