Beleza imponente: Farol de Santa Marta, em Laguna, ganha passeio virtual do fotógrafo Ronaldo Amboni, com impressionante riqueza de detalhes

O Farol de Santa Marta está fechado para visitação turística,
com algumas exceções raras nas últimas décadas – a mais recente foi no ano
passado. Para matar o desejo de muitas pessoas que querem conhecer a imponente
estrutura por dentro, ainda mais em tempos de pandemia, quando a orientação das
autoridades de saúde é para ficar em casa, o fotógrafo Ronaldo Amboni encontrou
a solução na internet. Para acessar, clique aqui.

O farol ganhou um tour
virtual que permite ao internauta entrar no prédio e vê-lo em detalhes e em
alta resolução. Amboni, que também produziu a visitação online da Casa de Anita, conta que
tinha um vontade muito antiga de poder visitar a estrutura e também de
registrá-la.

“Foi um trabalho muito lindo, mas também muito difícil. Fazer um 360 graus no
meio de tantos degraus não é fácil. Isso vai ser muito bom para as pessoas”,
avalia o artista lagunense.

A produção das imagens teve aval
e apoio da Marinha do Brasil, que é a responsável por administrar a estrutura.
O tour dá a sensação de que a pessoa está mesmo no Farol, podendo ver detalhes
dos cristais, escadarias e a vista panorâmica da comunidade de entorno.

Não são somente os cliques
que impressionam, os números também. Para produzir, Amboni fez 850 fotografias
de cada ponto do Farol em um manhã inteira, e levou 12 horas para editar cada
imagem.

Ronaldo Amboni no Canal da Barra, à espera dos botos

O ARTISTA E OS MALABARISTAS: Ronaldo Amboni, o fotógrafo dos botos e das demais belezas de Laguna

Em Laguna, todas as belezas naturais e o espetáculo da pesca com a ajuda dos golfinhos ficam ainda mais bonitos quando visto pelas lentes de Ronaldo Amboni, que de pescador virou um especialista no assunto. Em fevereiro de 2010, o então representante comercial Ronaldo Amboni ganhou uma câmera fotográfica e mudou de hobby. Em vez de pescar nas horas vagas, passou a fotografar os golfinhos que frequentam o canal de Laguna, ali chamados de botos, e que protagonizam um curioso fenômeno: o da pesca conjunta com os pescadores.

Quando os cardumes de tainha entram ou saem pescadores, no canal de Laguna pelo canal, a caminho do mar ou das lagoas que batizaram a própria cidade, os botos empurram os peixes para a margem, onde estão os pescadores, com as redes. Ao cair na água, a tarrafa impede que os peixes escapem pelos lados e é aí que o boto tira proveito, porque entra debaixo das redes e pega o seu peixe — um interessantíssimo caso de trabalho em parceria, onde os dois lados saem ganhando.

“Nenhum boto de Laguna foi treinado para fazer isso”, diz Ronaldo, nascido e criado na cidade. “Quem os ensinou foi a natureza, através dos ensinamentos que vêm sendo passados de um boto para outro”.

A pesca com botos existe há décadas, mas nunca foi documentada com tamanha beleza e dedicação quanto nas fotos de Ronaldo. Se o dia estiver bonito e dando peixe no canal, lá estará ele, deitado na margem ou dentro d´água com sua câmera, clicando o trabalho conjunto de botos e pescadores e extraindo imagens como estas, aqui comentadas por ele mesmo.

“Gosto de fotografar os botos do canal de Laguna deitado na margem, rente à superfície, ou dentro d’água, acompanhando os seus movimentos com a lente. Só assim dá para captar flagrantes como este olhar do boto na direção dos pescadores, que ficam à espera do seu sinal para lançarem as redes. Passo horas vendo a mesma cena e não me canso — aliás, ninguém se cansa de ficar olhando os botos de Laguna. Eles estão sempre no canal de acesso ao porto da cidade, com os pescadores nas margens, mas ambos lado a lado. O trabalho de um depende do outro. E os dois ganham com isso.”

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