Autor do hit ‘Rap do Silva’ e nome conhecido do funk carioca, MC Bob Rum tentará vaga de vereador

Aos 51 anos, o MC Bob Rum vai estrear nas disputas eleitorais. Depois de fazer campanhas para políticos que prometiam – e não cumpriam – ajudar a Zona Oeste, região onde nasceu e vive até hoje, ele decidiu aceitar o desafio para representar o bairro de Santa Cruz na Câmara de Vereadores do Rio.

Conhecido pelo hit “Rap do Silva” e estrela do funk carioca nos anos 1990, Bob Rum, nome artístico para Moyses Osmar da Silva, passou a ser cobrado pelos vizinhos a tomar uma posição política mais destacada. Problemas com o calçamento das ruas, transportes e o abandono da área cultural na região também colaboraram para que a candidatura acontecesse.

– As minhas músicas sempre tiveram um cunho político. Eu nunca me envolvi com um partido, mas chega uma hora em que a gente sente necessidade de ser representado por alguém que vive as mesmas dificuldades, que conhece os problemas de perto – disse.

O MC não será o único representante do funk nas urnas: Verônica Costa, conhecida como Mãe Loira, e Priscila Nocetti também tentarão uma vaga na Câmara de Vereadores do Rio. Bob, que vai se candidatar pelo Avante, aposta nas redes sociais para atingir um maior número de eleitores, em uma eleição que considera “atípica” pelo menor contato entre políticos e eleitores. Ele também deve contar com um tempo no horário eleitoral na televisão.

– A maior importância das redes nesta eleição foi uma das razões que me empolgaram a concorrer – afirmou.

O nome artístico, que vai ser utilizado na urna, surgiu ainda na adolescência. O músico costumava ir para a praia com amigos surfistas, mas ficava só na areia, acompanhado do cachorro de um dos amigos, chamado Bob Rum. Hoje, formado em administração, Bob coordena a própria produtora. Caso eleito, ele acredita que a pauta cultural será uma das prioridades de seu mandato. Para ele, os trabalhadores da área foram abandonados pelo poder público durante a pandemia.

– Tanta gente tira voto do funk, de eventos culturais, mas não são legítimos representantes.

Leitores On Line