Associação dos Peritos deve vistoriar agências esta semana; INSS afirma que 11 agências do RJ estão aptas

Objetivo da associação é identificar se os locais possuem condições para o retorno do trabalho dos médicos. Na agência da Praça da Bandeira, não havia fila no começo da manhã desta segunda-feira (21). A Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) deve fazer novas vistorias em agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do Estado do Rio de Janeiro a partir desta semana. O objetivo da associação é identificar se os locais possuem condições para o retorno do trabalho dos médicos. De acordo com as vistorias do INSS, 11 agências no estado estão aptas para perícias. Vinte e sete agências estão abertas no RJ.
Na agência da Praça da Bandeira, na Zona Norte do Rio, não havia fila no começo da manhã desta segunda-feira (21). O próprio INSS chegou a fazer vistorias nas agências para mostrar que os locais possuem condições de atendimento. As vistorias feitas pelo órgão liberaram as agências da Praça da Bandeira, a agência do Méier e a agência de Irajá. O INSS liberou também as agências de Macaé, Paracambi, Araruama, Cabo Frio, São Pedro da Aldeia, Itaboraí, Niterói (bairro de Fátima) e São Gonçalo (bairro Paraíso).
O atendimento nas agências voltou há uma semana, mas sem as perícias médicas. Os profissionais alegam que os locais não possuem adequação para o trabalho durante a pandemia do coronavírus.
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Na última quinta (17), o governo determinou o retorno imediato do atendimento presencial dos peritos nas agências do INSS.
A ANMP afirmou, por nota, que não teme “ameaças” e que “a suposta determinação de retorno imediato será ignorada”, por considerá-la ilegal.
Uma das principais reclamações da associação é a falta de observância à lista de boas práticas formuladas pelo próprio governo para retorno às atividades de perícia. A ANMP diz que usará essa lista para aprovar ou reprovar as agências listadas pelo governo.
O secretário especial de Ciência e Trabalho, Bruno Bianco, a quem os médicos são subordinados, afirmou que os médicos que não retornarem ao trabalho terão descontados os dias de falta no salário e podem responder a processo administrativo.