Alvo de busca, Paes vê “tentativa de interferência no processo eleitoral”

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), disse que está indignado por ter sido alvo de uma ação de busca e apreensão na manhã de hoje. Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, Paes ainda fala em “tentativa clara de interferência do processo eleitoral”, citando a sua pré-candidatura à prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições deste ano.

Paes foi foi denunciado pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio) por corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A defesa do ex-prefeito disse que espera ter acesso aos termos da denúncia para se pronunciar.

“Às vésperas das eleições para a Prefeitura do Rio, Eduardo Paes está indignado que tenha sido alvo de uma ação de busca e apreensão numa tentativa clara de interferência do processo eleitoral – da mesma forma que ocorreu em 2018 nas eleições para o governo do estado. A defesa sequer teve acesso aos termos da denúncia e assim que tiver detalhes do processo irá se pronunciar”, diz a nota enviada pela assessoria de Paes.

A citação ao processo eleitoral de 2018 faz referência a sua derrota para Wilson Witzel (PSC) no pleito para o governo do Rio de Janeir. Na ocasião, a 12 dias do segundo turno, o prefeito o Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, divulgou que seu governo investigava suspeitas de irregularidades na obra do TRT Carioca durante a gestão de Paes, entre 2009 e 2016.

Em março deste ano, Paes já se tornou réu por causa de outra investigação, mas no MPF (Ministério Público Federal). O ex-prefeito é investigado por suposto direcionamento na licitação de construção do Complexo Esportivo Deodoro Norte para a Olimpíada do Rio-2016. Ele foi denunciado por corrupção passiva, fraude em licitação e falsidade ideológica.

A denúncia não torna o ex-prefeito da capital fluminense inelegível.

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