Alimentação pode auxiliar no combate a insônia, diz especialista

A especialista observa que o horário de sono e da alimentação estão sempre relacionados por se tratarem de necessidades fisiológicas, hábitos essenciais.
A especialista observa que o horário de sono e da alimentação estão sempre relacionados por se tratarem de necessidades fisiológicas, hábitos essenciais.

(Foto: Pexels, banco de imagens)

Com a quarentena milhares de pessoas foram obrigadas a transferir seu turno de trabalho para o home office, umas das vantagens pode ter sido ganhar alguns minutos de sono, mas não é o que aponta um estudo feito na Áustria, Alemanha e Suíça durante o período de março e abril, quando a Europa estava em uma fase mais restritiva da quarentena. 

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A pesquisa que avaliou 435 adultos, descobriu que na média as pessoas estavam dormindo 15 minutos a mais diariamente, mas a maioria relatou enfrentar algum distúrbio do sono. Isso porque, segundo a avaliação dos pesquisadores, o estresse causado pelas incertezas e combate da pandemia de covid-19 não superaram os benefícios de ter noites de sonos mais longas.

Não há estudos do impacto da pandemia do coronavírus sobre a qualidade das noites dos brasileiros. Mas é fato que a mudança abrupta na rotina exige certos cuidados para preservar a saúde e o descando. A nutricionista Patrícia Acioly, coordenadora do curso de Nutrição da Estácio de São José, alerta para a importância da atenção à dieta.

A especialista observa que o horário de sono e da alimentação estão sempre relacionados por se tratarem de necessidades fisiológicas, hábitos essenciais. 

— A primeira precaução é observar como nosso corpo se comporta. Ver se o sono tem tido qualidade. Pois é comum imaginar que a qualidade do sono está ligada à quantidade. Mas não funciona bem assim, pois uma pessoa que dormiu oito horas um sono superficial ou fragmentado irá sentir os efeitos físicos de uma noite sem o devido descanso. 

A nutricionista explica que alimentos ricos em triptofano como queijos brancos, kiwi, nozes, amêndoas, leite de arroz e mel, favorecem a produção de melatonina no organismo, que além de regular o sono é antioxidante, possui efeitos neuroprotetores, efeitos anti-inflamatórios, melhora o sistema imune, entre outros. O triptofano, além de ajudar a produzir a serotonina, induz à calma e sonolência.  

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Para quem sofre de insônia, Patricia sugere a ingestão de alimentos ricos em ômega-3 e vitamina D, pois são eles são fundamentais na produção de serotonina, que auxiliam no combate desse distúrbio.

Não é novidade que o uso do café interfere diretamente no sono, para quem sofre com insônia o uso deve ser controlado. Segundo a nutricionista, é necessário abrir mão da cafeína e dos alimentos ricos em açúcares refinados, principalmente após as 16h.   

Higiene do Sono

Além dos cuidados com a alimentação que devem ocorrer durante todo o dia, Patrícia chama a atenção para a necessidade da realização da higiene do sono. 

— O indivíduo deve evitar grandes refeições antes de deitar. O ideal é que a pessoa coma no mínimo duas horas antes do horário habitual de dormir, evitar a ingestão de cafeína e substâncias alcoólicas, o excesso de luz e barulho e o contato com objetos eletrônicos. Seguindo essas dicas é possível sim melhorar a qualidade do sono e ter o devido descanso — diz Patrícia.

Com Agências

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