Administrando a agenda

Com boa campanha na Série C, tendo na semana que vem as finais do Estadual e já sabendo que terá o Ceará pela frente na Copa do Brasil, o Brusque vai encarar uma maratona que fatalmente forçará o técnico Jerson Testoni a administrar o plantel para evitar lesões, principalmente nos jogos do Brasileirão.

É um quebra-cabeça: no ataque, por exemplo, o Bruscão terá Johnny no comando de ataque nos jogos contra a Chapecoense. Já na Copa do Brasil, nem ele nem Jeferson Renan podem atuar, logo, a opção pode ser com Itinga ou Maurício. Aí , na Série C, Jeferson é presença certa pois ele só pode jogar lá. É uma equação a ser feita.

Domingo, o Brusque tem um jogo com viagem desgastante em Varginha, contra um Boa Esporte pressionado, e que hoje está na zona de rebaixamento. É viagem longa, sem aeroporto por perto. Depois, o clube acertadamente providenciou um deslocamento aéreo até Chapecó, para a primeira final do Estadual, para maximizar o tempo de descanso.

O time vai se acertando: foi seguro contra o Brasil de Pelotas e teve brio, mesmo desfalcado, para passar pelo bom time do Ituano, um dos que está na minha lista de classificados. Os jogos mostram uma outra cara do time que vai além do “futebol espetáculo”, mostrado principalmente na primeira fase do Estadual. É um time cascudo e sangue frio, construído com a sequência de mata-matas do último ano. Não vai ter deslumbramento contra a Chape nem contra o Ceará. É foco para chegar no resultado.

E como será a final do Estadual? É inegável que a Chapecoense conseguiu uma significativa evolução, que vem sendo mostrada na Série B, onde inclusive o time está no G4.

O Brusque ainda não recuperou tudo o que ficou lá atrás, antes da pandemia, e não tem em Johnny, pelo menos até agora, algo próximo do que Edu mostrou até se lesionar. Penso que esse é o principal desafio para o jogo de ida, quarta que vem na Arena Condá: conseguir encontrar o balanço para furar a defesa da Chape (João Ricardo não toma gol há cinco jogos) e segurar a vontade do adversário que vai querer trazer vantagem pro jogo de volta.

Será um confronto duríssimo, muito diferente do jogo da primeira fase, onde o Brusque foi ao Oeste e venceu por 1 a 0 num belo gol de contra-ataque.


Ceará

O Vozão, próximo adversário do Brusque, é um time que vem em boa fase. Campeão da Copa do Nordeste, o Ceará é o sexto colocado do Brasileirão e vem de boas atuações, como na vitória no clássico contra o Fortaleza na quarta-feira. Tem Fernando Prass, Rafael Sobis, o bom meia Fernando Sobral e o atacante Cleber, que até o Brusque andou correndo atrás no início do ano. É um time mais difícil que o Sport. Mas está bem longe de ser um confronto definido. Ainda mais com a CBF confirmando o jogo de ida dentro do Augusto Bauer


Jasc

A Pandemia acabou corrigindo a ordem histórica, e Brusque sediará os Jogos Abertos, ainda que com outras sedes, em novembro próximo. Pra quem não lembra, Brusque apresentou uma candidatura até um pouco confusa em 2018, mas acabou perdendo a 60ª. edição para Jaraguá do Sul, que à época tinha uma dirigente da cidade no comando da Fesporte. Dez anos depois, o principal evento esportivo do estado volta para a cidade, ainda que num formato enxuto, ou melhor super-enxuto.


Normas

Ainda faltam definir algumas normas. Essa situação dos Jasc deixam algumas perguntas, ainda que tenhamos observado uma queda considerável no número de casos de Covid-19 no estado, e esse número deverá ser ainda menor em novembro (assim esperamos). Mas vai ser uma edição “vapt-vupt”: as modalidades coletivas (que vão treinar muito pouco) acontecerão com oito equipes, em sistema mata-mata, sem fase de grupos. Ou seja: um time pode vir lá do Oeste, fazer um jogo e já ir embora. Já que os dirigentes queriam tanto que os Jasc aconteçam, vai ter que ser dessa forma. Que pelo menos o cenário da pandemia evolua a ponto de ser permitida a presença de público nos ginásios.

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