Veja outros casos de crimes transmitidos ao vivo em redes sociais

RIO — Nesta sexta-feira, uma transmissão ao vivo no Facebook chocou o mundo: um atirador filmou o massacre na mesquita de Al-Noor, na Nova Zelândia, que deixou 49 mortos. O episódio engrossa a lista de tragédias que se espalharam pelo mundo por meio de redes sociais. Veja outros casos:

Em abril de 2017, um assassinato seguido por suicídio na Tailândia foi transmitido ao vivo no Facebook e assistido por mais de 110 mil pessoas. As imagens mostravam Wuttisan Mongtalay, de 20 anos, matando por enforcamento a própria filha, de de 11 meses, e matando-se em seguida. O vídeo ficou 24 horas no ar, até que fosse retirado pela rede social.

No mesmo mês, outro caso chocante, dessa vez em Cleveland, nos Estados Unidos: Steve Stephens, de 37 anos, parecia buscar uma vítima aleatória. A transmissão, também no Facebook, o mostrava conversando com um idoso que passava pela rua e, logo depois, atirando contra a cabeça da vítima, identificada como Robert Godwin, de 74 anos. O vídeo também foi retirado do ar.

Um terceiro caso também foi registrado em 2017. Em fevereiro daquele ano, Antonio Perkins, de 28 anos, teve sua morte transmitida ao vivo no Facebook quando fazia uma live. Nas imagens era possível vê-lo andando pelas ruas de Chicago, nos Estados Unidos, e, logo depois, correndo em meio a barulhos de sirene e tiros. Perkins acaba sendo atingido por balas no pescoço e na cabeça. Segundo a polícia, ele era membro de uma gangue.

Em abril de 2016, Marina Alexeevna Lonina, de 18 anos, foi presa em Ohio, nos Estados Unidos, após transmitir, ao vivo, pelo Periscope, o estupro de uma menor de idade por Raymond Boyd Gates, de 29 anos. Um amigo da garota abusada viu o vídeo e ligou para o polícia. Marina e Raymond foram indiciados e condenados a 40 anos por estupro.

Selfies e fotos

Além das transmissões ao vivo, as redes sociais são usadas também na divulgação de imagens de crimes. Em dezembro 2014, duas adolescentes de 13 e 14 anos duas espancaram e mataram Angela Wrightson em Hartlepool, na Inglaterra. A vítima sofreu mais de 100 lesões — 80 delas somente no rosto. As duas garotas tiraram selfies sorrindo na cena do crime. Elas ainda fizeram uma postagem no Snapchat quando foram detidas pela polícia.

Em junho de 2016, Kenneth Alan Amyx, de 45 anos, foi acusado de matar a facadas a namorada, Jennifer Streit-Spears, de 43, e publicar duas fotos ao lado do corpo dela no Facebook. Na ocasião, ele — que segundo as autoridades tentou se matar — usou a legenda “por favor, rezem por nós”.

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