UFU realiza estudo de prevenção da leishmaniose em dois bairros de Uberlândia


Moradores dos bairros Jardim Ipanema e Mansões do Aeroporto serão avaliados. Prefeitura informou que não há casos registrados e que agentes de zoonoses atuam diariamente no controle da doença. Infecção da leishmaniose ocorre inicialmente em cachorros, que não contaminam o homem, mas viram reservatório do protozoário
Fernando Oliveira – UFU/Divulgação
Professores e alunos de cinco cursos da área de saúde da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) começam, em setembro, um projeto de prevenção da infecção Leishmania chagasi, a leishmaniose. Os trabalhos serão desenvolvidos nos bairros Jardim Ipanema e Mansões do Aeroporto, em Uberlândia.
O estudo “Inquérito sorológico e de conhecimentos, atitudes e práticas sobre leishmaniose visceral” foi desenvolvido depois que, em 2008, a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Uberlândia foi notificada sobre o primeiro episódio de leishmaniose visceral (LV) humana no município. O caso envolveu uma criança de seis meses.
Os agentes de zoonoses da Prefeitura de Uberlândia são responsáveis por combater a doença na cidade. Em maio deste ano, conforme divulgado pelo G1, Uberlândia passou a contar com mais 201 novos agentes no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que também atuam contra dengue, zika, chikungunya e leptospirose.
A assessoria de comunicação da Prefeitura informou que não há casos registrados da doença na cidade há anos e que é feito acompanhamento diário pelas equipes da CCZ.
2008
De acordo com o professor Jean Ezequiel Limongi, que é um dos coordenadores do projeto, em 2008, o CCZ de Uberlândia conduziu inquéritos entomológicos e caninos nos bairros Jardim Ipanema e Mansões do Aeroporto, confirmando a presença do vetor Lutzomyia longipalpis, bem como cães positivos para a infecção por leishmania.
“Por conta disso, atualmente, os bairros Ipanema e Mansões do Aeroporto são considerados áreas endêmicas para a doença. Eles concentram uma população aproximada de 18.430 habitantes”, afirmou Limongi.
Pesquisa
Ainda de acordo com o docente, nos próximos meses, a equipe do projeto realizará visitas a estes dois bairros para efetuar a coleta de sangue de 328 moradores selecionados aleatoriamente. Também será aplicado um questionário que visa a caracterizar o perfil social e demográfico dos entrevistados, levantar os fatores de risco e avaliar o conhecimento, atitudes e práticas sobre a doença.
“Ao final deste levantamento, os participantes receberão informações sobre o respectivo laudo laboratorial e serão orientados quanto ao resultado. Igualmente ao término do inquérito, os moradores também terão acesso a uma cartilha sobre as medidas de prevenção e controle da LV”, acrescenta o coordenador.
Leishmaniose
Leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários parasitários do gênero Leishmania, transmitidos pela picada de insetos da subfamília dos flebotomíneos.
Existem três tipos principais: leishmaniose cutânea, leishmaniose mucocutânea e leishmaniose visceral. O sintoma mais evidente da forma cutânea são úlceras na pele. Na forma mucocutânea, as úlceras afetam não só a pele como também a boca e nariz.
O sintoma inicial da forma visceral são úlceras na pele, o que mais tarde acresce febre, diminuição do número de glóbulos vermelhos e aumento de volume do baço e fígado.
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