Soneca até duas vezes por semana pode reduzir o risco de infartos, diz estudo


Investigação publicada nesta segunda-feira (9) não relaciona, entretanto, estas reduções a cochilos muito longos e frequentes. Passageiro usou bagagem para montar ‘cama king size’ em estação de trem em Pequim, na China
Alexander F. Yuan/AP/Arquivo
O cochilo durante a tarde, uma ou duas vezes por semana, pode reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, segundo estudo publicado nesta segunda-feira (9) pela revista “Heart”.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia analisaram os hábitos de 3.462 suíços em um levantamento que monitorou os pacientes durante cinco anos.
Por que crianças precisam cochilar?
Os participantes do estudo, com idades entre 35 e 75 anos, responderam a questionários sobre seus hábitos de descanso, que em alguns casos incluía a sesta.
O estudo associou a redução de 48% no risco de doenças cardiovasculares, como o infarto, a cochilos “ocasionais” de cinco minutos a uma hora, uma ou duas vezes por semana.
Dormir muito não é a solução
Os pesquisadores alertam, entretanto, que dormir demais pode ser um problema se aliado a maus hábitos de saúde.
Os maiores “cochiladores”, identificados pelo estudo como aqueles que fazem a sesta entre três e sete dias na semana, são mais propensos às doenças cardiovasculares, pressão e colesterol altos.
Cochilo depois do almoço pode fazer bem para saúde
Isso porque, de acordo com o estudo, este grupo tende a ser formado por homens mais velhos, fumantes e acima do peso.
Ainda, segundo a pesquisa, este grupo de risco apresenta maior índice de apneia – quando durante o ronco, a pessoa pode parar de respirar.
Riscos da apneia
Além do sono de má qualidade, a apneia também impacta o coração. Isso porque há queda da oxigenação do sangue, o que aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial.
Um coração trabalhando mais e com menos oxigênio é um grande estresse para o corpo e pode ser gatilho para doenças cardiovasculares como hipertensão, arritmia cardíaca, infarto e AVC.
A apneia também provoca a perda de produtividade, perda de qualidade de vida, cansaço, diminuição da concentração e memória, queda da libido e piora a diabetes.
Homem tira soneca com seu cão embaixo de uma cerejeira em Washington DC (EUA)
Karen Bleier/AFP/Arquivo
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