Roubos a motoristas de aplicativos crescem 18,5% em São Paulo


No 1º trimestre deste ano, houve um salto de 839 para 995 casos em comparação ao mesmo período do ano anterior. Motorista de aplicativo é assaltado por passageiro em São Paulo
GloboNews/Reprodução
Os assaltos a motoristas de aplicativos de transporte individual de passageiros cresceram 18,59% no estado de São Paulo no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2017.
No período, houve um salto de 839 para 995 roubos a motoristas. É o que apontam dados exclusivos da Secretaria Estadual da Segurança Pública obtidos pela GloboNews por meio da Lei de Acesso à Informação. Essa alta representa uma tendência, já que, entre 2016 e 2017 (considerando-se os 12 meses de cada ano), os roubos a motoristas de aplicativos mais do que triplicaram em todo o estado: aumentaram de 1.123 para 3.952 casos (alta de 251,91%).
Na comparação do primeiro trimestre deste ano em relação ao primeiro trimestre do ano passado, subiu de 839 para 995 roubos.
Estes números abrangem os roubos a motoristas de 5 aplicativos diferentes, que são aqueles com o nome identificado nos boletins de ocorrência: Uber, 99, Cabify, Easy Taxi e Lady Driver.
Um motorista do aplicativo, que prefere não ter seu nome divulgado, faz parte das estatísticas. Ele foi roubado no dia 7 de fevereiro deste ano após se dirigir à rua Mocambos, em Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo, para pegar um suposto passageiro. Na verdade, era um dos 2 ladrões que o assaltaram. Segundo a SSP, esse caso “segue sendo investigado no 70º DP”.
“Quem fala para você que não tem medo é mentira, a gente fica muito vulnerável”, diz um segundo motorista que por motivos de segurança prefere não ser identificado. Grupos de WhatsApp são usados entre os motoristas.
De acordo com o especialista em segurança pública José Elias de Godoy, o fato de os aplicativos terem passado a aceitar dinheiro de seus passageiros, a partir do segundo semestre de 2016, contribuiu para o aumento dos casos de roubos. “É uma situação que precisa der estudada para diminuir a quantidade de dinheiro”
Para Godoy, apesar de os carros de aplicativos muitas vezes não terem nenhuma identificação, isso não quer dizer que a polícia não possa fazer nada. Segundo ele, os locais com maiores incidências desses crimes devem ser alvo de um patrulhamento ostensivo baseado sobretudo em blitze “aleatórias”, em que motoristas sejam abordados. Não se trata de parar apenas táxis, mas sim qualquer carro com possíveis passageiros que estão nos bancos traseiros. “Tem de ser uma blitze comum em pontos traçados a partir do mapeamento criminal.” Tem de ter uma cartilha para os motoristas com cuidados de quando for pegar passageiro, comportamento suspeitos.”
Em nota sobre o aumento dos roubos entre 2016 e 2017 enviada à reportagem no dia 5 de março de 2018, a SSP disse que as polícias acompanham a dinâmica dos criminosos para prevenir delitos contra motoristas e que eles são orientados a abordar veículos comumente utilizados para esse tipo de transporte. Ainda de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, um dos motivos do aumento desse tipo de crime foi o pagamento da corrida com dinheiro. No 1º semestre de 2016 quando essa prática não estava em vigor foram registrados 86 casos. Já no 2º semestre os casos subiram para 1.037.
A Uber ressalta em nota que 2017 e 2018 o número de viagens subiu 500 mil para 1 bilhão, e que no entando um incidente é demais. Disse que bloqueia viagens conseideradas de risco e pede CPF e data de nascimento para usuários que querem pagar em dinheiro.
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