Quase 3 meses após garoto morrer atingido por poste em Goiânia, mãe reclama de falta de assistência da prefeitura: 'Descaso'


Segundo ela, família não recebeu nenhuma ajuda financeira ou psicológica, precisou fazer ‘vaquinha’ para pagar funeral e pretende entrar na Justiça. Poste, afirma, só foi retirado recentemente. Jhonatan morreu após ser atingido por poste, em Goiânia
Arquivo pessoal/ Joaquim Nascimento
Passados quase três meses da morte do filho, Jhonatan Brito da Costa, de 8 anos, a auxiliar de limpeza Isabel Conceição Brito, de 29, reclama da falta de assistência da Prefeitura de Goiânia. O garoto faleceu após ser atingido por um poste enquanto jogava bola com amigos em um campo de futebol. Desde que o caso aconteceu, ela afirma que não recebeu sequer uma ligação da administração municipal e que teve de fazer uma “vaquinha” para pagar o enterro do garoto. Por isso, pretende entrar na Justiça.
“Desde o dia em que ele faleceu, a prefeitura nunca fez nada, nem um telefonema. É um descaso muito grande, foi como se tivesse morrido um animal. Mas isso não vai ficar impune”, disse ao G1.
O G1 entrou em contato com a Prefeitura de Goiânia, por email, às 8h30 desta sexta-feira (7), e aguarda retorno.
Jhonatan morreu no dia 16 de setembro. Ele brincava no campo de futebol junto com os irmãos e amigos, no Setor Gentil Meireles, quando, segundo a família, subiu no alambrado para pegar a bola e o poste caiu sobre ele. O menino chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu.
Isabel conta que, mesmo após vários apelos, a prefeitura só retirou o poste do local na última terça-feira (5). Enquanto isso, a família seguia com o sofrimento de ver a estrutura no local, por onde passa diariamente, durante todo esse tempo.
“A gente tem de passar por lá todos os dias. Minha filha, de 10 anos [Jhonatan era o caçula e tinha três irmãos] fica sempre muito chateada quando passa e vê o poste lá. Uma tristeza enorme, muito dolorido”, lamenta.
Segundo família, poste aue matou Jhonatan só foi retirado do local nos últimos dias
Eduardo Silva/ TV Anhanguera
‘Vaquinha’ para o enterro
Além de não receber auxílio financeiro ou psicológico, a auxiliar de limpeza afirma que a prefeitura sequer se dispôs a ajudar com as despesas funerárias do filho.
“Tivemos que fazer uma vaquinha entre familiares, amigos e pessoas que se solidarizaram para pagar o funeral do meu filho”, pontua.
Mesmo em dificuldades e com o marido desempregado, ela afirma que não procurou a prefeitura para pedir ajuda, pois entende que a iniciativa tem que partir do poder público.
“Quem teria que nos procurar era eles. Foi por uma imprudência deles que meu filho morreu naquela tragédia”, desabafa.
Ação judicial
Por conta das circunstâncias, a família pretende acionar a prefeitura na Justiça. A advogada Karla Vaz Fernandes, que está representando os pais de Jhonatan disse que deve protocolar a ação por danos morais na próxima semana.
“A vida de uma criança é imensurável. O que nós vamos tentar fazer é tentar amenizar o sofrimento deles. A prefeitura nunca deu nenhuma assistência, só tirou o poste recentemente e a família sofrendo com isso”, disse ao G1.
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