Primeiro-ministro japonês enfrenta segundo escândalo de favorecimento

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, enfrenta novas dificuldades, em consequência de um segundo escândalo de favorecimento e com o descontentamento crescente da opinião pública.

Já enfraquecido por acusações sobre uma operação imobiliária que ressurgiram em março, Abe enfrenta agora a suspeita de que influenciou as decisões do governo a favor de um amigo na criação de uma nova faculdade de Veterinária.

Um documento oficial de 2015 circulou esta semana e descreve o estabelecimento como um “caso que diz respeito ao primeiro-ministro”.

A popularidade de Shinzo Abe caiu nas últimas semanas e chegou a apenas 31%, segundo uma pesquisa publicada pelo jornal Asahi. Outra pesquisa, da agência Kyodo, mostra uma redução de 5,4 pontos, a 37%, um dos piores índices desde que o primeiro-ministro voltou ao poder em 2012.

No sábado, milhares de manifestantes se reuniram diante do Parlamento e pediram a renúncia do primeiro-ministro, uma manifestação pouco habitual no Japão.

O outro escândalo envolve um lote que teria sido vendido por 10% do valor de mercado em 2016 ao administrador de uma creche nacionalista. Uma escola do ensino básico deveria ser construída no local e o diretor do estabelecimento decidiu transformar a esposa de Abe em diretora honorária.

O caso retornou às manchetes depois da revelação de que o ministério da Defesa falsificou os documentos relativos à operação.

Nos dois casos, Shinzo Abe nega qualquer envolvimento, mas esta série de problemas coloca em dúvidas suas possibilidades de vencer a eleição para a liderança de seu partido, prevista para setembro.

Uma vitória parece “difícil”, afirmou seu ex-mentor Junichiro Koizumi, que dirigiu o governo de 2001 a 2006. Em um contexto complicado, Abe viaja na terça-feira aos Estados Unidos para uma reunião com o presidente americano Donald Trump.


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