Premiê japonês envia oferenda a polêmico santuário de Tóquio

Local é visto por países como China e Coreia do Sul como vestígio do passado militarista do império japonês. O primeiro-ministro do Japão, Shizo Abe, cumpriu mais uma vez o ritual de uma oferenda em um santuário de Tóquio que é visto por países como China e Coreia do Sul como vestígio do passado militarista do império japonês.
Abe enviou neste domingo (21) um pedestal sustentando a figura de uma pequena árvore, com seu nome e cargo que ostenta (uma oferenda conhecida no Japão como “masakaki”), ao santuário de Yasukuni, que lembra a memória dos japoneses mortos em conflitos bélicos.
O premiê japonês chegou a apresentar pessoalmente esta oferenda em Yasukuni até 2013, em meio a críticas dentro e fora do país, mas posteriormente se limitou todos os anos a cumprir com o “masakaki” duas vezes ao ano, na primavera e no outono (hemisfério norte).
China e Coreia do Sul, países que sofreram agressões bélicas do Japão, vieram expressando suas queixas devido às homenagens oficiais em Yasukuni por causa de velhas feridas vinculadas ao passado colonial do Japão.
Neste santuário se honra todos os mortos entre o final do século XIX e 1945, entre eles 14 políticos e oficiais do Exército Imperial condenados como criminosos de guerra de classe A por um tribunal penal militar internacional.
A notícia da oferenda enviada por Abe a Yasukuni foi divulgada semanas antes de chegar ao país o presidente da China, Xi Jinping, para participar da cúpula do G20 que acontece no final de junho na cidade de Osaka.
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